Médicos explicam diferenças entre transplante capilar e de barba
Os dois procedimentos buscam corrigir falhas e recuperar fios, mas envolvem técnicas diferentes para garantir a naturalidade

Embora pareçam semelhantes, os transplantes de cabelo e de barba têm diferenças importantes nas técnicas usadas. Eles estão entre os procedimentos mais procurados pelos homens nos consultórios.

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Ver todasDe acordo com dados da National Council on Aging (NCOA), a alopecia androgenética, tambémconhecida como calvície hereditária, afeta aproximadamente 53% dos homens após os 65 anos. As buscas pelas correções são cada vez mais frequentes.
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O médico Vlassios Marangos, especialista em transplante capilar explica que nessa cirurgia, os folículos são retirados da região posterior do couro cabeludo.A região é chamada de área doadora e concentra fios geneticamente mais resistentes à queda. Já no transplante de barba, os pelos costumam ser extraídos da região abaixo do queixo e do pescoço.
“O transplante capilar tem como objetivo restaurar áreas afetadas pela calvície ou pelo afinamento dos fios. No transplante de barba, além da cobertura das falhas, existe uma preocupação maior com o desenho facial e com a direção de crescimento dos pelos em cada região do rosto”, explica Marangos.
O pós-operatório
As duas cirurgias são feitas com anestesia local e a maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia. A recuperação também é rápida e costuma durar de três a sete dias, período em que os pacientes podem retornar à rotina normal.
Isso não significa, no entanto, que não são necessários cuidados criteriosos após a cirurgia. Alan Wells, especialista em transplante capilar sem raspagem dos cabelos e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar, afirma que os cuidados adotados nos primeiros dias influenciam diretamente na recuperação e no resultado do transplante.

“É importante evitar impactos na região transplantada, proteger a área da exposição solar, realizar corretamente as lavagens orientadas pelo médico e respeitar o período de afastamento das atividades físicas. Esses cuidados ajudam na cicatrização e favorecem o desenvolvimento dos folículos transplantados”, afirma o médico.
Os resultados começama a aparecer alguns meses depois do procedimento. Os médicos explicam que é comum que alguns dos fios transplantados caiam nas primeiras semanas, é o chamado eflúvio pós-transplante, que faz parte do processo de adaptação dos folículos.
Entre o terceiro e o quarto mês, começam a aparecer os novos fios, que se tornam mais evidentes entre seis e nove meses. “O crescimento acontece gradualmente. Com o passar dos meses, os fios ganham comprimento, espessura e densidade. É um processo que exige paciência, mas que proporciona resultados bastante naturais”, explica Marangos.
Os resultados permanentes tendem a se manter uma vez que os fios transplantados são provenientes de regiões geneticamente resistentes à calvície. Isso não significa, no entanto, que a queda dos fios originais será interrompida.
“O transplante corrige as áreas afetadas, mas não impede a evolução da perda dos fios nativos. Por isso, muitos pacientes precisam de acompanhamento e tratamentos complementares para preservar o resultado ao longo dos anos”, completa Wells.



