Jovem que se formou analfabeta processa escola; veja quanto ela pede

Aleysha se formou com honras, mas revelou não saber ler nem escrever. Agora, ela luta por Justiça e processa a instituição

atualizado

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Reprodução/CNN US
Aleysha Ortiz
1 de 1 Aleysha Ortiz - Foto: Reprodução/CNN US

Aleysha Ortiz, de 19 anos, está processando o distrito escolar de Hartford, nos Estados Unidos, e exige US$ 3 milhões (R$ 17.372.400,00) em indenização. A jovem alega que se formou no ensino médio sem saber ler ou escrever devido à negligência da escola e a maus-tratos por parte dos professores.

Relembre o caso

  • Ortiz, que nasceu em Porto Rico, enfrentava dificuldades de aprendizado desde a infância. Sua mãe, Carmen Cruz, se mudou com a família para Connecticut na esperança de que a filha recebesse melhor suporte educacional, mas a situação não melhorou.
  • À CNN US, a jovem afirma que, mesmo solicitando ajuda durante anos, foi ignorada e humilhada por sua professora de educação especial.
  • O caso ganhou repercussão porque Ortiz se formou com honras, um reconhecimento geralmente concedido a alunos com excelente desempenho acadêmico.
  • No entanto, em maio de 2024, ela declarou, em uma reunião do conselho municipal, que não sabia ler nem escrever. Dois dias antes da formatura, funcionários da escola lhe ofereceram serviços educacionais intensivos em troca do adiamento do diploma, mas ela recusou.
  • A defesa da jovem sustenta que o sistema educacional falhou gravemente ao permitir que ela concluísse os estudos sem habilidades básicas. Segundo o advogado Anthony Spinella, “os adultos que deveriam ajudá-la foram os mesmos que a prejudicaram”.
Hartford
Hartford Public High School

Escolas responderam 

As Escolas Públicas de Hartford responderam à CNN US com uma nota oficial: “Embora não possamos comentar litígios pendentes, seguimos comprometidos em atender às necessidades dos nossos alunos e ajudá-los a alcançar seu potencial.” Já o diretor jurídico de Hartford, Jonathan Harding, disse que não comentaria o caso.

O educador Jesse Turner, especialista em alfabetização, afirmou que a qualidade da educação especial nos Estados Unidos varia conforme a localização e a demografia.

Dados da organização EdBuild indicam que, em 2019, distritos escolares com maioria de alunos não brancos receberam US$ 22 bilhões a menos do que aqueles que atendem predominantemente alunos brancos.

Carol Gale, presidente da Federação de Professores de Hartford, reconheceu o dilema enfrentado pelas escolas: “Há um conflito entre aumentar as taxas de graduação e manter altas expectativas sobre o que um diploma do ensino médio deve representar.”

Ortiz, agora universitária, deseja atuar na área de políticas educacionais para evitar que outros estudantes passem pelo mesmo. “A educação é essencial, mas esquecemos seu verdadeiro significado”, declarou.

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