Izabel Goulart surge irreconhecível em Cannes e médico avalia mudanças
Modelo de 41 anos chamou atenção no tapete vermelho devido a alterações no rosto, gerando especulações sobre procedimentos estéticos
atualizado
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A presença da modelo brasileira Izabel Goulart pelo tapete vermelho do Festival de Cannes, nesta terça-feira (19/5), chamou atenção nas redes sociais. A aparição da modelo, de 41 anos, gerou comentários de internautas sobre uma mudança na aparência do seu rosto durante a pré-estreia do filme Fjord. Após compartilhar registros do evento, a postagem foi tomada por reações de surpresa e especulações de seguidores sobre possíveis procedimentos estéticos, com comentários que a apontavam como “irreconhecível”. Diante da repercussão, Regis Ramos, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, analisou as prováveis causas para a mudança estrutural da face.
Entenda
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Aparição em Cannes: Izabel Goulart, de 41 anos, esteve na pré-estreia do filme Fjord no Festival de Cannes nesta terça-feira (19/5).
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Reação na web: internautas e seguidores reagiram com surpresa nas redes sociais, afirmando que a modelo estava diferente e “irreconhecível”.
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Hipóteses médicas: o cirurgião plástico Regis Ramos aponta que as mudanças podem ser decorrentes de procedimentos como o lifting de supercílio endoscópico, toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores e emptiers.
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Ilusão óptica: o especialista também pondera que o impacto visual pode ser resultado de maquiagem de alta costura, penteados polidos e iluminação dos flashes.
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Anatomia sob os holofotes: realidade ou ilusão?
A busca por um terço superior do rosto perfeitamente angulado e pelo cobiçado “olhar aberto” tem sido o grande centro das atenções em tapetes vermelhos como o de Cannes. Segundo Regis Ramos, quando essa mudança na abertura ocular e no posicionamento dos tecidos é definitiva, entra em cena o lifting de supercílio (brow lift) endoscópico. Trata-se de uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva que reposiciona as estruturas profundas da testa, elevando a linha dos cílios e fixando o olhar em um patamar mais alto.
Para efeitos menos definitivos ou complementares, o especialista aponta a modulação muscular com a toxina botulínica, que atua relaxando a musculatura depressora para reposicionar a cauda da sobrancelha.
Regis esclarece que, quando esses procedimentos (sejam cirúrgicos ou injetáveis) são recentes, o rosto passa por um período de transição. O edema (inchaço) e a reacomodação natural dos tecidos alteram temporariamente a dinâmica da mímica facial, o que costuma gerar estranhamento e especulações no público.
Além das intervenções no olhar, o médico destaca outras prováveis causas para a mudança estrutural da face: o gerenciamento do envelhecimento através de preenchedores de última geração, bioestimuladores de colágeno e os chamados emptiers (esvaziadores de gordura), que buscam criar alta definição na linha da mandíbula e no terço médio.
Por fim, o cirurgião pondera que nem tudo se resume ao consultório ou ao centro cirúrgico. Em muitos casos, o impacto visual é pura ilusão óptica. A combinação de maquiagem de alta costura (contouring severo de luz e sombra), penteados muito polidos que promovem um efeito lifting mecânico temporal e a iluminação implacável dos flashes têm o poder de alterar radicalmente as proporções de um rosto.
“Na era do ultra-perfilamento, o que o público frequentemente confunde com excesso de procedimentos é, na verdade, pode ser a maximização de ângulos através da luz”, conclui o Regis.












