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Vida & Estilo

Gretchen: conheça técnica de transplante capilar eleita pela cantora

Cirurgia de transplante capilar do tipo FUE, como a que Gretchen fará, promete um resultado natural e com cicatrizes sutis; entenda

03/08/2026 20:44
Divulgação
Foto colorida de Gretchen

A decisão da cantora Gretchen em realizar um transplante capilar jogou luz sobre a técnica FUE (Follicular Unit Extraction), método para correção de falhas no cabelo. O especialista em transplante capilar Vlassios Marangos explica que a cirurgia consiste na retirada individual de cada unidade folicular da área doadora, normalmente da parte de trás e das laterais da cabeça, para depois implantar nas regiões afetadas.

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Entenda

  • A técnica FUE retira e implanta os fios um a um, dispensando o corte de faixas do couro cabeludo e garantindo uma cicatrização discreta.
  • É possível fazer o transplante sem raspar todo o cabelo, mas a artista preferiu ficar sem os fios, e fez uma live raspando as madeixas.
  • Nas primeiras semanas, é normal, como parte do processo de cicatrização, que os fios caiam. Isso não significa falha.
  • Os novos fios começam a nascer entre o terceiro e quarto mês, atingindo o resultado final entre oito meses a um ano.
  • Em mulheres, é essencial investigar alterações hormonais ou nutricionais antes da cirurgia devido ao afinamento difuso dos cabelos.
Reprodução/InstagramGretchen, cantora brasileira - Metrópoles
Gretchen raspou a cabeça por opção, mas técnicas modernas de transplante permitem fazer a cirurgia mantendo os fios longos

Como funciona a técnica FUE no transplante capilar

Diferentemente dos métodos antigos que retiravam uma faixa do couro cabeludo, o modelo FUE não exige cortes profundos. As unidades foliculares mantêm suas características originais e voltam a crescer normalmente após a implantação, respeitando a direção natural dos fios do paciente.

O avanço da técnica traz mais segurança para quem busca recuperar a densidade capilar. O especialista em transplante Vlassios Marangos destaca a vantagem do procedimento ao afirmar que “ao contrário das técnicas mais antigas, que retiravam uma faixa do couro cabeludo e deixavam uma cicatriz linear, a FUE não exige esse tipo de corte, tornando a recuperação mais confortável e as cicatrizes praticamente imperceptíveis“.

A cirurgia não exige necessariamente a raspagem completa da cabeça, permitindo a preservação do comprimento dos fios. 

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byakkaya via Getty ImagesImplante ou transplante capilar? Entenda as principais diferenças
Na técnica FUE, os fios são retirados um a um da área doadora e implantados no sentido natural do cabelo

Indicação e desafios do transplante no público feminino

Embora seja muito associada aos homens, a cirurgia também é uma alternativa para mulheres. O público feminino costuma apresentar afinamento difuso no couro cabeludo, o que exige uma análise criteriosa da área doadora e investigação de causas hormonais ou nutricionais antes da operação.

A indicação principal do método é para pacientes com alopecia androgenética estabilizada.

Em casos de doenças inflamatórias ativas ou alopecias autoimunes, o problema de saúde precisa ser tratado antes de se considerar a intervenção cirúrgica.

O uso prévio de micropigmentação não impede a realização da cirurgia, podendo funcionar de forma complementar. O profissional ressalta a necessidade de diagnóstico prévio ao explicar que “é fundamental identificar a causa da queda de cabelo antes da cirurgia, já que alterações hormonais, doenças ou deficiências nutricionais podem precisar ser tratadas primeiro”.

Freepik
Sem cicatriz exageradas, os novos fios do transplante começam a nascer a partir do terceiro mês pós-cirurgia

Recuperação, queda temporária e o resultado final do transplante

Nos primeiros dias do pós-operatório, é comum aparecerem pequenas crostas, sensibilidade e leve inchaço na região tratada. A rotina diária pode ser retomada em poucos dias, mas atividades físicas mais intensas exigem uma pausa entre duas e quatro semanas.

Nas primeiras semanas após o procedimento, ocorre um processo natural chamado shedding, quando os fios transplantados caem temporariamente. O crescimento definitivo começa a partir do terceiro mês, enquanto o resultado final torna-se totalmente visível entre oito meses e um ano.

Como são retirados de áreas resistentes à calvície, os fios implantados tendem a ser permanentes. O médico pontua a necessidade de cuidados contínuos pós-cirurgia ao lembrar que “o transplante devolve os fios às áreas com falhas, mas não impede a evolução da calvície nos cabelos que permanecem”.