Gretchen: conheça técnica de transplante capilar eleita pela cantora
Cirurgia de transplante capilar do tipo FUE, como a que Gretchen fará, promete um resultado natural e com cicatrizes sutis; entenda

A decisão da cantora Gretchen em realizar um transplante capilar jogou luz sobre a técnica FUE (Follicular Unit Extraction), método para correção de falhas no cabelo. O especialista em transplante capilar Vlassios Marangos explica que a cirurgia consiste na retirada individual de cada unidade folicular da área doadora, normalmente da parte de trás e das laterais da cabeça, para depois implantar nas regiões afetadas.

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- A técnica FUE retira e implanta os fios um a um, dispensando o corte de faixas do couro cabeludo e garantindo uma cicatrização discreta.
- É possível fazer o transplante sem raspar todo o cabelo, mas a artista preferiu ficar sem os fios, e fez uma live raspando as madeixas.
- Nas primeiras semanas, é normal, como parte do processo de cicatrização, que os fios caiam. Isso não significa falha.
- Os novos fios começam a nascer entre o terceiro e quarto mês, atingindo o resultado final entre oito meses a um ano.
- Em mulheres, é essencial investigar alterações hormonais ou nutricionais antes da cirurgia devido ao afinamento difuso dos cabelos.

Como funciona a técnica FUE no transplante capilar
Diferentemente dos métodos antigos que retiravam uma faixa do couro cabeludo, o modelo FUE não exige cortes profundos. As unidades foliculares mantêm suas características originais e voltam a crescer normalmente após a implantação, respeitando a direção natural dos fios do paciente.
O avanço da técnica traz mais segurança para quem busca recuperar a densidade capilar. O especialista em transplante Vlassios Marangos destaca a vantagem do procedimento ao afirmar que “ao contrário das técnicas mais antigas, que retiravam uma faixa do couro cabeludo e deixavam uma cicatriz linear, a FUE não exige esse tipo de corte, tornando a recuperação mais confortável e as cicatrizes praticamente imperceptíveis“.
A cirurgia não exige necessariamente a raspagem completa da cabeça, permitindo a preservação do comprimento dos fios.
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Indicação e desafios do transplante no público feminino
Embora seja muito associada aos homens, a cirurgia também é uma alternativa para mulheres. O público feminino costuma apresentar afinamento difuso no couro cabeludo, o que exige uma análise criteriosa da área doadora e investigação de causas hormonais ou nutricionais antes da operação.
A indicação principal do método é para pacientes com alopecia androgenética estabilizada.
Em casos de doenças inflamatórias ativas ou alopecias autoimunes, o problema de saúde precisa ser tratado antes de se considerar a intervenção cirúrgica.
O uso prévio de micropigmentação não impede a realização da cirurgia, podendo funcionar de forma complementar. O profissional ressalta a necessidade de diagnóstico prévio ao explicar que “é fundamental identificar a causa da queda de cabelo antes da cirurgia, já que alterações hormonais, doenças ou deficiências nutricionais podem precisar ser tratadas primeiro”.

Recuperação, queda temporária e o resultado final do transplante
Nos primeiros dias do pós-operatório, é comum aparecerem pequenas crostas, sensibilidade e leve inchaço na região tratada. A rotina diária pode ser retomada em poucos dias, mas atividades físicas mais intensas exigem uma pausa entre duas e quatro semanas.
Nas primeiras semanas após o procedimento, ocorre um processo natural chamado shedding, quando os fios transplantados caem temporariamente. O crescimento definitivo começa a partir do terceiro mês, enquanto o resultado final torna-se totalmente visível entre oito meses e um ano.
Como são retirados de áreas resistentes à calvície, os fios implantados tendem a ser permanentes. O médico pontua a necessidade de cuidados contínuos pós-cirurgia ao lembrar que “o transplante devolve os fios às áreas com falhas, mas não impede a evolução da calvície nos cabelos que permanecem”.



