43% dos homens derrubados pelo #MeToo foram substituídos por mulheres

O levantamento é do jornal americano The New York Times. Após escândalo de assédio sexual, 54 mulheres ocuparam os cargos executivos

atualizado 12/11/2018 17:01

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Quase um ano depois da primeira denúncia de assédio sexual contra o executivo Harvey Weinstein, o movimento #MeToo evoluiu muito — começou apenas na indústria do entretenimento, e se espalhou para outros setores da economia e governo americanos. Segundo o jornal americano The New York Times, 200 chefões perderam seus empregos em decorrência da mobilização de 920 mulheres que vieram a público para acusá-los. O levantamento do portal descobriu ainda que 43% destes 200 cargos foram ocupados por elas.

“Nunca vimos um fenômeno assim. Mulheres sempre foram vistas como uma contratação ‘insegura’, porque elas poderiam ter um bebê, por exemplo. Mas homens são vistos hoje como reforços ainda mais arriscados”, explica a professora de direito Joan Williams ao jornal americano.

Dos 43% novos cargos ocupados por mulheres, um terço é na imprensa, um quarto no governo e um quinto em entretenimento e artes. Alguns exemplos são Jennifer Salke. Ela ficou na presidência da Amazon Studios no lugar de Roy Price, e Tanzina Vega, que substituiu John Hockenberry como apresentadora do programa The Takeaway. Apesar de ocuparem um espaço muito importante simbolicamente, essas mulheres continuam trabalhando em uma área dominada por homens. E muitos deles estão tentando retornar aos seus postos — alguns foram apenas afastados, mas não perderam poder econômico ou foram processados.

“A maioria de nós foi promovida porque somos realmente boas. Temos habilidade, experiência, ética no ambiente de trabalho e inteligência. É a nossa hora”, afirma Tanzina.

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