Ex-freiras que se apaixonaram em convento emocionam a internet
Fran e Luiza se conheceram em um convento, deixaram a vida religiosa e hoje emocionam milhões ao contar sua história de amor
atualizado
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O amor delas nasceu onde, teoricamente, ele jamais poderia existir. A história de Fran e Luiza começou em 2019, dentro de um convento, em meio a rotinas silenciosas, momentos de oração e regras rígidas da vida religiosa. O que era apenas convivência entre duas jovens em formação espiritual acabou se transformando em uma conexão profunda — primeiro como amizade, depois como parceria e, mais tarde, como amor.
Hoje, anos depois de deixarem o convento juntas, as duas viralizaram nas redes sociais ao compartilhar a trajetória improvável que viveram até chegar ao casamento. O que antes era vivido em segredo e confusão emocional virou uma relação assumida, construída com coragem, afeto e liberdade.
O primeiro encontro dentro do convento
Fran e Luiza se conheceram durante um retiro religioso. Na época, ambas seguiam a formação para a vida consagrada e ainda tentavam compreender o próprio futuro dentro da Igreja Católica. Em entrevista ao UOL, Fran contou que a primeira impressão não foi exatamente positiva. “Não fui com a cara dela”, revelou, ao lembrar do primeiro contato entre as duas durante o encontro religioso.
Com o passar do tempo, porém, a convivência aproximou as duas. Entre missas, tarefas diárias e conversas discretas, nasceu uma amizade intensa. Mas nenhuma delas imaginava, naquele momento, que aquilo pudesse se transformar em um relacionamento amoroso.
“O amor surgiu quando saímos de lá”
Segundo Fran e Luiza, o sentimento começou a ganhar forma apenas depois que deixaram o convento. As duas afirmaram que, enquanto estavam na vida religiosa, não se permitiam pensar naquela possibilidade. A rotina espiritual intensa e as regras da congregação faziam com que elas reprimissem qualquer questionamento emocional.
Fran explicou que já sabia sentir atração por mulheres, mas que nunca havia parado para refletir sobre isso enquanto estava no convento. Tudo mudou quando passaram a dividir um apartamento após deixarem a instituição religiosa. Foi nesse período que começaram a enxergar uma à outra de maneira diferente, o que antes era apenas apoio virou companhia constante. Depois, amor.
A saída do convento e o recomeço
As duas decidiram deixar a vida religiosa em momentos delicados da própria vida. Fran revelou que enfrentou crises severas de ansiedade, síndrome do pânico e depressão durante o período no convento. Segundo ela, a saúde mental foi determinante para a decisão de sair.
Depois da saída, veio a fase mais difícil: reconstruir a vida fora da instituição religiosa. Sem estabilidade financeira e longe da rotina que conheciam há anos, elas alugaram um pequeno apartamento e começaram do zero. Dividir despesas era o plano inicial. Dividir a vida acabou acontecendo naturalmente.
O casal que transformou dor em acolhimento
Hoje, Fran e Luiza usam as redes sociais para compartilhar a rotina como casal e falar sobre espiritualidade, afeto e pertencimento.
A repercussão foi imediata. Milhares de pessoas passaram a acompanhar os vídeos das duas, principalmente pelo contraste entre a origem da história e a leveza com que elas falam sobre o relacionamento.
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A trajetória do casal também despertou debates sobre fé, sexualidade e acolhimento dentro das religiões. Mesmo deixando o convento, elas afirmam que não abandonaram a espiritualidade.
Um casamento marcado por emoção e liberdade
Anos depois daquele encontro improvável no convento, Fran e Luiza oficializaram a união. O casamento emocionou os mais de 68 mil seguidores justamente pelo simbolismo da história: duas mulheres que viveram um amor considerado impossível dentro do ambiente onde se conheceram.
O que nasceu entre paredes silenciosas e regras rígidas acabou se transformando em uma vida compartilhada, pública e cheia de significado.
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A história das duas viralizou porque ultrapassa a ideia de romance. Ela fala sobre coragem e recomeço. E sobre o tipo de amor que continua existindo, mesmo quando o mundo inteiro parece dizer que ele não deveria acontecer.












