Pouca vergonha

Do sexo ao amor: existe um tempo certo para se apaixonar?

Sexóloga explica por que o ato de se apaixonar não segue calendário e ensina a diferenciar sentimento genuíno de carência afetiva ou tesão

atualizado

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Casal sorrindo na grama. Amor, namorados, apaixonar, paixão, relacionamentos
1 de 1 Casal sorrindo na grama. Amor, namorados, apaixonar, paixão, relacionamentos - Foto: Getty Images

A sexóloga Alessandra Araújo responde uma das perguntas mais comuns em relacionamentos: afinal, existe um tempo “correto” para se apaixonar por alguém? Segundo ela, não — e entender isso é essencial para construir vínculos mais conscientes e saudáveis.

Não há fórmula nem cronograma emocional que determine quando a paixão deve surgir. Alessandra explica que o tempo varia de acordo com a história de vida, segurança emocional e a forma como a intimidade entre o casal se desenvolve.

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Mesmo assim, o cérebro costuma seguir padrões:

  • Atração inicial: guiada pelo desejo físico, dura semanas ou poucos meses.
  • Paixão intensa: marcada por dopamina e euforia, geralmente se estende de 6 meses a 2 anos.
  • Amor de companheirismo: quando a paixão evolui para vínculo estável, impulsionado por hormônios do apego, consolidando-se em 1 a 3 anos.

Para a sexóloga, ter certeza da paixão não depende da passagem do tempo, mas da qualidade do sentimento e da vontade genuína de construir algo além da fase de encantamento.

Imagem colorida: mulher e homem seguram corações de papel nos olhos - Metrópoles
Ter “certeza” de que está apaixonado não é sobre o tempo, mas sobre a qualidade do sentimento

Como o corpo “avisa” que você está apaixonado

A paixão funciona quase como um vício positivo. Os sinais são claro:

  • Pensamentos constantes: a pessoa amada domina a mente e seus defeitos parecem menores.
  • Euforia: a simples presença do outro ativa o sistema de recompensa do cérebro.
  • Dependência temporária: a distância gera ansiedade e falta.
  • Energia extra: surge motivação para agradar, crescer e reorganizar prioridades.
  • Medo da rejeição: a vulnerabilidade aumenta e o medo de perder o outro também.
Homem e mulher deitados rindo - Metrópoles
A paixão libera energia e motivação para fazer coisas que agradem o outro ou para melhorar a própria vida. Há uma mudança de prioridades para incluir o objeto da paixão

Paixão ou carência? Entenda a diferença

Os sintomas, segundo a especialista, podem parecer semelhantes, mas a origem é completamente distinta.

O foco do sentimento

  • Paixão saudável: nasce do interesse real pelo outro — qualidades, defeitos, história e personalidade.
  • Carência afetiva: busca preencher um vazio interno. O parceiro vira um “escape”, não uma pessoa.

Como lidamos com a presença e a ausência

  • Paixão saudável: estar junto traz paz e alegria, mas a autonomia permanece intacta.
  • Carência afetiva: a autoestima oscila conforme a atenção do parceiro, e a ausência se torna insuportável.

O propósito da relação

  • Paixão saudável: mira a construção de intimidade madura e vínculo duradouro.
  • Carência afetiva: tenta evitar a solidão a qualquer custo, mesmo que isso signifique se anular.
casal apaixonado na mesa de um restaurante
Para que a paixão se transforme em amor maduro, o cérebro deve passar a produzir mais oxitocina e vasopressina (os hormônios do vínculo e do apego)

Quando o sentimento vira alerta?

Se a vida parece só fazer sentido com o outro por perto, ou se a relação funciona como “cura” para dores internas, Alessandra reforça: é carência, não paixão.

“Enquanto a paixão integra o outro ao seu mundo, a carência substitui seu mundo pelo outro.”

A sexóloga conclui: não existe tempo certo para se apaixonar, mas existe o jeito certo de reconhecer o que está sentindo. E entender essa diferença pode mudar completamente a forma como você se relaciona.

 

 

 

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