Descubra se tomar creatina pode fazer mal para os rins
Com a popularidade, surgem muitas dúvidas sobre os efeitos da creatina no organismo, especialmente no que diz respeito à saúde renal
atualizado
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A suplementação de creatina tem ganhado cada vez mais adeptos no mundo fitness, sendo considerada uma das substâncias mais eficazes para melhorar o desempenho físico e aumentar a força durante os treinos. Mas, com a popularidade, surgem muitas dúvidas sobre os efeitos dessa substância no organismo, especialmente no que diz respeito à saúde renal. Será que a creatina faz mal para os rins?
O que é a creatina e como ela funciona?
A creatina é uma substância natural produzida pelo fígado, rins e pâncreas a partir de três aminoácidos: glicina, metionina e arginina. Ela está presente em alimentos como carnes vermelhas, frango e peixe, mas para atingir níveis elevados de creatina por meio da alimentação, seria necessário consumir grandes quantidades dessas proteínas.
Por isso, a suplementação se torna uma opção eficaz para aqueles que buscam melhorar seu desempenho físico, principalmente em atividades de alta intensidade, como musculação e esportes de explosão. Outros benefícios incluem o controle de peso, fortalecimento ósseo, regulação do açúcar no sangue, e até mesmo na promoção de um envelhecimento saudável.
A creatina pode afetar a função renal?
Uma das maiores preocupações com o uso da creatina está relacionada ao impacto nos rins. Porém, não há evidências científicas que provem que a suplementação de creatina cause danos à função renal em pessoas com função renal saudável.
Na verdade, a creatinina, um marcador usado para monitorar a saúde dos rins, pode aumentar temporariamente com o uso de creatina, uma vez que a substância é metabolizada pelos músculos e convertida em creatinina. Contudo, esse aumento é geralmente compensado por uma maior eliminação nos rins, sem representar risco, desde que a função renal seja normal.

Deve haver precaução apenas para indivíduos com doenças renais preexistentes. Para essas pessoas, o uso de creatina deve ser evitado ou feito sob rigoroso acompanhamento médico.
Creatina na terceira idade: é seguro?
A creatina é considerada segura e, em muitos casos, benéfica para os idosos. Ela pode ajudar a melhorar a massa muscular, fortalecer os ossos, estimular o sistema imunológico e até mesmo beneficiar a saúde cerebral. No entanto, a suplementação deve ser realizada com cautela, especialmente em pessoas com disfunção renal crônica, condição mais comum entre os mais velhos.
E as crianças?
Para crianças e adolescentes, a suplementação de creatina não é recomendada, salvo em situações específicas, como para atletas de alta performance, sempre sob orientação médica.
A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e o Colégio Americano de Medicina do Esporte não recomendam o uso de creatina para menores de 18 anos, a não ser em casos muito específicos e com acompanhamento profissional. Uma alimentação rica em proteínas de origem animal deve ser suficiente para fornecer a quantidade necessária de creatina para o desenvolvimento saudável dessa faixa etária.
Quais são os efeitos colaterais da creatina?
Embora a creatina seja geralmente bem tolerada, o uso excessivo pode causar efeitos colaterais, como náuseas, diarreia, dores de cabeça, desidratação ou retenção de líquidos (edemas). A recomendação é seguir as doses seguras, entre 3 a 5g por dia.
Quem não deve usar creatina?
A única contraindicação absoluta para a suplementação de creatina é a presença de doença renal crônica.












