Depilação íntima dói? Entenda como funciona o procedimento com laser
Buscas pelo método de depilação cresceram 60% no último ano; especialista explica como a tecnologia atua e por que a região exige cuidados
atualizado
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A substituição de métodos tradicionais, como lâmina e cera, pela depilação a laser tem se tornado uma tendência crescente entre as mulheres brasileiras. De acordo com dados do Google Trends, entre abril de 2025 e abril de 2026, as buscas por termos como “quanto custa depilação a laser” subiram 60% no Brasil. Apesar da alta procura, dúvidas sobre o desconforto na região íntima ainda são comuns.
Segundo a fisioterapeuta Tálona Nayla de Marco, especialista da rede LypeDepyl, embora a área seja sensível, o procedimento não deve ser visto como algo impeditivo ou de dor intensa quando realizado com a técnica correta.
Entenda
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Ação do laser: a luz é absorvida pela melanina do fio, transformando-se em calor para enfraquecer o folículo piloso.
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Sensibilidade regional: a pele da área íntima é mais fina e vascularizada, o que pode aumentar a percepção do tratamento.
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Personalização: parâmetros como intensidade e frequência devem ser ajustados conforme o fototipo e a espessura do pelo.
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Abrangência: o procedimento pode incluir áreas como virilha, grandes lábios, períneo e região interglútea.
Tecnologia e funcionamento
O sucesso da depilação a laser reside na precisão com que a energia atinge o alvo. O equipamento atua diretamente no folículo por meio da absorção da luz pela melanina presente no fio. Esse processo gera um enfraquecimento gradual do crescimento dos pelos sem comprometer a integridade da pele ao redor.
Na depilação íntima, o tratamento pode ser adaptado de acordo com a preferência da paciente. “Cada uma dessas áreas possui características específicas de sensibilidade e densidade de pelos, por isso o tratamento deve ser adaptado de forma individualizada”, explica Tálona Nayla de Marco.

Por que a região é mais sensível?
A anatomia local é o principal fator para o desconforto relatado por algumas pacientes. A pele da região íntima possui uma concentração maior de terminações nervosas e é naturalmente mais fina. Além dessas características biológicas, fatores externos e individuais também entram na conta.
Conforme destaca a especialista, o fototipo (tom de pele), a densidade dos fios e até questões hormonais influenciam diretamente na resposta de cada mulher ao tratamento. Por esse motivo, ajustes técnicos são cruciais.
“O profissional precisa adaptar a intensidade conforme o tipo de pele e a espessura do pelo, direcionando a ação ao fio sem comprometer a pele ao redor”, reforça a fisioterapeuta.

Resultados e segurança
Para evitar irritações e pelos encravados comuns em métodos convencionais, a avaliação individualizada se torna indispensável. Ao personalizar o protocolo, é possível garantir que a experiência seja segura e eficiente, transformando a rotina de autocuidado feminino em algo duradouro e com o mínimo de desconforto possível.
