Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Decoração

Ponto a ponto: designer Jader Almeida lança poltrona Celine

O catarinense esteve na Hill House para o lançamento de sua nova poltrona, Celine, e conversou com o Metrópoles sobre seu trabalho

11/10/2017 05:25, atualizado 11/10/2017 05:26
Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles
Ponto a ponto: designer Jader Almeida lança poltrona Celine

Aos 36 anos, o arquiteto Jader Almeida é um dos mais conhecidos expoentes do desenho de mobiliário do Brasil. Sucesso por aqui e também internacionalmente, o designer é um homem direto, assim como seus produtos. Nada de rodeios, firulas ou gordurinhas. Vai direto ao ponto.

Desde 2008, vem colecionando prêmios: recebeu diversas menções no Prêmio Museu da Casa Brasileira (um dos mais importantes do país) e também em competições americanas e alemãs. Em 2015, apareceu na lista da Architetonic que elege os 200 arquitetos e designers mais populares do mundo.

Vende seus produtos não só em terras brasileiras, mas também em lojas na Europa, nos Estados Unidos e até na Nova Zelândia. O feedback, conta, é o melhor possível: afinal de contas, as pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo e seu trabalho pensa, em primeiro lugar, no usuário. “As peças são extensões do corpo”, explica.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Em Brasília para o lançamento de seu último trabalho, a poltrona Celine, Jader conversou com o Metrópoles sobre sua visão e seu trabalho. Em uma grande área da Hill House, (loja especializada em mobiliário brasileiro no CasaPark) estão expostos seus produtos e fica claro que o arquiteto é, além de tudo, eclético. Há poltronas, sim, mas também cadeiras, mesas, bancos, luminárias. Tudo com o ar minimalista e sofisticado que cerca suas peças.

Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles
Jader Almeida

A poltrona Celine
“Ela tem essa ideia de braços abertos. O que é uma cadeira ou uma poltrona, se não o acolhimento? Quando se olha de frente para uma peça de assento, presta-se atenção na pessoa, não no móvel. De costas, ela torna-se uma extensão do corpo. É como uma prótese que te veste.

O uso da madeira
“Gosto pela própria resposta plástica do material. Sem contar que a madeira envelhece com dignidade. Daqui a 100, 200, 300 ou mil anos, se ela for armazenada correta, estará intacta, com toda a sua forma, propriedades mecânicas, físicas e visuais.”

O conceito de “brasilidade”
“Acho muito vazio, tolo e sem sentido. Brasilidade para mim é ser brasileiro. Sempre me perguntam onde está o Brasil no meu trabalho? Eu sou brasileiro e basta. Não vejo uma característica que une todos os designs nacionais, não acredito que exista uma regra. Somos uma cultura jovem, em evolução e construção.”

Sucesso internacional
“O feedback dos países nos quais estamos é quase um uníssono. O que se ouve aqui, se ouve em Nova York, Londres, Nova Zelândia, Suíça. O design tem que ser universal. Faço design para pessoas, independente se são japonesas, brasileiras ou inglesas. Por isso, a aceitabilidade é muito grande. O neozelandês fala que os produtos vão de encontro ao estilo de vida deles. Para os suíços, as peças se adaptam muito bem nas casas dos alpes ou nas áreas urbanas. O inglês gosta da maneira como os móveis se relacionam e se portam. O baiano se encanta com ele porque é leve. O carioca se atrai pelo despojado. O paulista diz que é minimalista. Mudam as palavras, mas o sentido permanece.”

Importância do trabalho
“Design tem o objetivo de fazer parte da cultura material do nosso tempo. É um testemunho daquilo que vivemos, da tecnologia que dispomos, de como pensamos e como interpretamos o mundo. Mas, no fim, é para seres humanos.”

Ponto a ponto: designer Jader Almeida lança poltrona Celine - destaque galeria
5 imagens
A poltrona Licce tem linhas angulosas e ousadas para sustentar o conforto e harmonizar os materiais: soleta, metal e madeira. Já o banco Mark, feito de madeira e composto de cortiça, é levemente torcido para garantir a fluidez
Desenhada em 2011, a poltrona de balanço Euvira também é produzida com o encosto preto e madeira escura
Mesa de jantar Legg, em madeira e pés de metal fundido, cadeiras Joy em formato de concha, para priorizar o conforto, e pendentes Mush.
Todos os produtos da foto são de Jader Almeida, mas chama a atenção a mesa de centro Twist e seu centro vazado, que pretende integrar a peça ao chão. Suas formas esculturais tornam o produto não só utilitário, como uma obra de arte.
O pendente Nutt é feito de vidro soprado: com pequenas imperfeições, cada peça é única
1 de 5

O pendente Nutt é feito de vidro soprado: com pequenas imperfeições, cada peça é única

Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles
A poltrona Licce tem linhas angulosas e ousadas para sustentar o conforto e harmonizar os materiais: soleta, metal e madeira. Já o banco Mark, feito de madeira e composto de cortiça, é levemente torcido para garantir a fluidez
2 de 5

A poltrona Licce tem linhas angulosas e ousadas para sustentar o conforto e harmonizar os materiais: soleta, metal e madeira. Já o banco Mark, feito de madeira e composto de cortiça, é levemente torcido para garantir a fluidez

Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles
Desenhada em 2011, a poltrona de balanço Euvira também é produzida com o encosto preto e madeira escura
3 de 5

Desenhada em 2011, a poltrona de balanço Euvira também é produzida com o encosto preto e madeira escura

Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles
Mesa de jantar Legg, em madeira e pés de metal fundido, cadeiras Joy em formato de concha, para priorizar o conforto, e pendentes Mush.
4 de 5

Mesa de jantar Legg, em madeira e pés de metal fundido, cadeiras Joy em formato de concha, para priorizar o conforto, e pendentes Mush.

Todos os produtos da foto são de Jader Almeida, mas chama a atenção a mesa de centro Twist e seu centro vazado, que pretende integrar a peça ao chão. Suas formas esculturais tornam o produto não só utilitário, como uma obra de arte.
5 de 5

Todos os produtos da foto são de Jader Almeida, mas chama a atenção a mesa de centro Twist e seu centro vazado, que pretende integrar a peça ao chão. Suas formas esculturais tornam o produto não só utilitário, como uma obra de arte.

Hugo Barreto/Especial para o Metrópoles