Nádegas a declarar: técnica prevê o futuro pela leitura do bumbum

O Metrópoles conversou com exclusividade com uma das maiores expoentes da técnica, a britânica Sandra Amos

Rose Rodionova/FreepikRose Rodionova/Freepik

atualizado 20/05/2019 11:29

A crescente popularização da astrologia mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas em desvendar o futuro. Além de mapa astral, cartas de tarô, numerologia e sonhos, técnicas alternativas têm ganhado destaque. Uma delas é a rumpologia, que consiste em prever o futuro com base nas características das nádegas de uma pessoa.

O termo vem da palavra inglesa rump, que significa nádega. Mundialmente, existem três grandes expoentes da técnica: a britânica Sandra Amos, a norte-americana Jacqueline Stallone e o alemão Ulf Beck.

O termo ganhou repercussão no Twitter, após uma polêmica levantada pelo vereador Carlos Bolsonaro. Em um tweet publicado em 2017, o político comentou o conceito e questionou o futuro da sociedade. “Imagine ao que nossos filhos estarão expostos no futuro com essas sandices (rumpologia) sendo enfiadas goela abaixo da sociedade!”.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a rumpóloga Sandra Amos explica detalhes da prática e como se deu seu envolvimento com a rumpologia.

“Aconteceu pela primeira vez em 2000 quando, em uma festa, fui perguntada se lia apenas cartas de tarô”, recorda.” Respondi que a leitura podia ser feita com qualquer coisa e demonstrei com o bumbum de um convidado. O radialista Neil Bentley que popularizou o conceito pedindo às pessoas que enviassem fotos das nádegas. Depois, ele me enviou para que fizesse a leitura e eu fiz. Desde então, o interesse só tem aumentado”, aponta Sandra, que atua como clarividente há quase quatro décadas.

 

A especialista revela que quando realiza uma leitura, ela analisa as linhas presentes na superfície da pele. “É só uma forma alternativa. Eu não preciso de nenhuma ferramenta para fazer a leitura porque consigo ter clareza a partir da energia e das vibrações que a pessoa emana”, esclarece.

Para isso, não é preciso ter toque. “Alguns clientes são tímidos e me mandam fotos de suas bundas, usando roupas íntimas cavadas. É preciso ser maior de dezoito anos para que qualquer leitura seja realizada. Os clientes costumam fazer leituras a cada seis meses ou uma vez por ano”, aponta.

 A nádega esquerda representa o passado, enquanto a direita guarda segredos do futuro

Sandra Amos

O formato também influencia. Uma bunda mais arredondada representa uma pessoa aberta, feliz e otimista, por exemplo. Já um bumbum reto sugere que a pessoa é vaidosa ou negativa. Alguém com a bunda quadrada é extremamente focado na carreira.

A rumpóloga desenvolveu a própria técnica e não dá workshops para repassá-la, uma vez que tem a agenda lotada de clientes.

 

Apesar de a Sandra acreditar fielmente na prática, não existe comprovação científica de sua efetividade. Já Jackie Stallone defende que a prática era usada em civilizações antigas como na Babilônia, entre os gregos, romanos e egípcios como uma guia para o futuro.

Em um vídeo do Youtube, o mestre holístico e espiritual brasileiro Ricardo Minarro afirma que não acredita na atividade, considerada por muitos como uma pseudociência, mas defende que os rumpólogos devem ter uma mediunidade aflorada.

“Eu consigo olhar para uma foto e ver todo o cenário, o mesmo acontece com a pessoa que olha a bunda. Mas isso não quer dizer que há uma técnica específica. A pessoa pode conseguir ver o futuro? Pode. Mas é porque ela é médium, e aquela visão vem na cabeça. Não é a bunda que está falando”, opina.

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