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Nos anos 1960, a ciência revolucionou a relação das mulheres com o sexo ao dar a elas uma cartela de pílulas anticoncepcionais. Três décadas depois, com a epidemia mundial de Aids, foi a vez de a camisinha ganhar destaque ao prevenir filhos e doenças sexualmente transmissíveis de uma só tacada. Mas em 2017, quem diria, o método contraceptivo que tem ganhado mais adeptos é também um dos mais antigos do mundo: o coito interrompido.

A conclusão, preocupante, é de um novo estudo do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA divulgado na última semana. Segundo o trabalho, entre 2002 e 2015 o uso do método praticamente dobrou em popularidade entre homens solteiros — saltou de 10% em 2002 para 19%. A pesquisa entrevistou 3,7 mil pessoas sem relacionamento fixo que transaram nos últimos três meses.

O mesmo estudo também concluiu que o uso de métodos contraceptivos por homens – sejam quais forem – aumentou. A aderência à camisinha e à vasectomia, no entanto, permaneceu estável.

Na teoria, o método até é eficaz em prevenir gestações indesejadas. De acordo com uma estatística da ONG norte-americana Planned Parenthood, se feito de maneira correta, apenas quatro em cada 100 adeptas vão engravidar se utilizarem o método.

O problema, ainda segundo a organização, é que pegar o “timing” correto de interromper a relação é um jogo perigoso: na prática, 22 mulheres a cada 100 acabam engravidando ao utilizarem a técnica.

Para comparação, a estimativa é que nove em cada 100 mulheres engravidem usando a pílula anticoncepcional e 18 a cada 100 com a camisinha. Além disso, assim como a pílula, o coito interrompido não previne contra doenças sexualmente transmissíveis.



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