Como lidar com o fim de uma amizade, como Marina Ruy Barbosa e Luma Costa
Atrito entre Marina Ruy Barbosa e Luma Costa mostra que romper a amizade dói como divórcio; psicóloga ensina como lidar com essa fase

O rompimento público entre Luma Costa e Marina Ruy Barbosa expôs como o término de uma amizade de longa data pode gerar dor intensa e desgastes emocionais. A psicóloga Cibele Santos explica que, diferentemente de casamentos, por exemplo, as conexões entre amigos não têm um contrato social explícito e criam a ilusão de que vão durar para sempre — o que não é uma verdade absoluta. Ela também dá dicas do que fazer em um momento delicado como esse.

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todasEntenda
- O término de uma amizade, como aconteceu com Marina Ruy Barbosa e Luma Costa, ativa uma área do cérebro que gera sofrimento equivalente à dor física.
- Insistir em um vínculo falido por pura consideração ao passado gera exaustão emocional e ressentimento.
- Silenciar ou bloquear o perfil de ex-amigos evita a angústia provocada por comparações nas redes sociais.
- Uma relação é bem-sucedida pelo aprendizado e apoio trocados, e não apenas pela sua durabilidade.
- O encerramento desses laços exige impor limites digitais, como silenciar perfis e aprender a se afastar quando a convivência causa ansiedade, sendo considerada uma medida necessária de autopreservação.

Em desabafo publicado nas redes sociais após ser removida do perfil de Marina Ruy Barbosa, a atriz Luma Costa afirmou ter tentado acolher a amiga por anos. Em post no Instagram, ressaltou: “Chega um momento em que continuar estendendo a mão significa abandonar a si mesma.”
Ao encerrar seu pronunciamento, Luma Costa destacou a decisão de se afastar: “Meu silêncio é em respeito a uma história que ficou no passado e que eu ainda tento preservar”. Até o momento, Marina não se pronunciou sobre o texto da agora ex-amiga.
Na visão da psicóloga, insistir em uma relação desgastada apenas pelo tempo de história cria laços vazios e forçados, em que o respeito cede espaço ao ressentimento. Quando o convívio passa a gerar exaustão e sensação de pisar em ovos, a atitude de soltar a mão se torna uma medida de saúde mental.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo
Ao comentar a dor da quebra de vínculo afetivo, a psicóloga reforça: “Do ponto de vista neuropsicológico, a rejeição social e a quebra de vínculo afetivo ativam as mesmas áreas cerebrais associadas à dor física, tornando o sofrimento intenso e multifacetado“.
A ausência de acolhimento social para esse tipo de perda agrava o isolamento e dificulta a aceitação do fim.

Como impor limites e aceitar o fim da amizade
Para desapegar do controle e superar o luto, a orientação da profissional inclui praticar a escrita terapêutica, expressar a gratidão pelo que foi vivido e redirecionar o foco para o autocuidado e as relações presentes.
A psicóloga lembra, por fim, que a durabilidade não é o único parâmetro de sucesso de um vínculo e que aceitar o término significa entender que aquele capítulo cumpriu seu papel. Se o laço ensinou algo ou acolheu em fases difíceis, ele foi bem-sucedido, indicando apenas que ambos estão prontos para evoluir em caminhos diferentes.
