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Se você está assistindo ao seriado The Crown no Netflix sabe que o peso da coroa é um fardo pesado de se carregar. Especialmente para os membros da realeza que se apaixonaram. Na monarquia britânica, o amor já provocou mudanças importantes. E neste sábado (19/5), quando príncipe Harry e a atriz americana Meghan Markle se casam, um novo capítulo dessa historia começa.

  • Há 80 anos, Edward VIII abdicou do trono depois de se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Seu sucessor foi seu irmão mais novo George VI, pai da rainha Elizabeth II, a atual monarca.
  • A princesa Margaret, irmã da rainha, também foi proibida de se casar com o capitão divorciado Peter Townsend. Caso optasse pelo casamento, ela perderia seus direitos reais e seria forçada a deixar a Inglaterra.
  • O príncipe Charles teve que pedir permissão para a mãe para se casar com divorciada Camilla Parker Bowles em 2005. Mesmo assim a rainha Elizabeth e o príncipe Philip não participaram da cerimônia civil.

Apesar da família real vigente não viver os mesmos problemas de outrora, algumas particularidades fazem do relacionamento entre Harry e Markle algo extremamente inovador para a monarquia britânica. Além de feminista e filha de uma mãe negra, ela é uma atriz divorciada e dona do próprio site de lifestyle.

1. Meghan é americana e divorciada
Antes de mais nada precisamos saber que Meghan Markle é uma famosa atriz da televisão americana que, aos 35 anos de idade, é mais conhecida por seu papel no seriado “Suits”.

O detalhe não tão noticiado pela imprensa britânica é que Markle se divorciou do produtor de cinema Trevor Engelson em 2014. Mas o divórcio não é mais visto, pela família real, como a figura sombria de antigamente.

Não é preciso nem dizer que Meghan não vai ser submetida ao mesmo sofrimento de Wallis – na época, chegaram a dizer que ela seria uma bruxa que tinha aprendido técnicas sexuais bizarras na China para conquistar o então rei Edward.

Derek Hudson/Getty Images/ Reprodução Instagram

2. Meghan é birracial
Em um artigo escrito para a revista Elle, Meghan contou um pouco sobre o fato de ser birracial. Filha de um pai branco e uma mãe negra, ela revela que cresceu em meio ao preconceito de Los Angeles, vendo sua mãe ser questionada se ela era sua babá.

“Quando tinha uns sete anos, queria muito um conjunto família da Barbie. Contudo, só haviam dois kits: o que tinha a família toda branca e o que tinha a família toda negra. Não me lembro de cobiçar um sobre o outro, eu só queria um. Na manhã de Natal, encontrei a minha família: uma boneca mãe negra, um boneco pai branco, e uma criança de cada cor. Meu pai tinha dividido os dois conjuntos e personalizado uma família para mim”.

Além de falar dos preconceitos que sua mãe sofreu, Meghan contou sobre as angústias pessoais que teve de enfrentar por ser “etnicamente ambígua”. “Enquanto a minha herança mista pode ter criado uma área cinzenta em torno minha autoidentificação, mantendo-me com um pé em ambos os lados da cerca, eu abraço isso. Para dizer quem eu sou, para compartilhar de onde eu sou e expressar o meu orgulho em ser uma mulher de raça mista forte e confiante”.

Instagram/Reprodução

3. Meghan é feminista
Assim como Emma Watson, Meghan colabora com a ONU no projeto HeForShe (Ele por ela), da UN Women, que luta pela igualdade de gênero. Além de ter se declarado feminista, no ano passado ela fez um discurso para o Dia Internacional da Mulher no qual narrou um episódio que aconteceu aos seus 11 anos de idade. Ela escreveu duas cartas, uma para a primeira-dama Hillary Clinton e uma para a advogada Gloria Allred no qual dizia que uma empresa de detergente líquido teria um anúncio extremamente machista. Allred e Clinton prometeram apoio e meses depois o anúncio foi alterado.

 

 

4. Meghan tem trabalhos humanitários
Markle é embaixadora da campanha World Vision Clean Water do Canadá, que tem como objetivo levar água potável para países pobres e, como parte desse papel, ela viajou para Ruanda recentemente. Ela aproveitou a oportunidade para visitar um campo de refugiados para se encontrar com mulheres, que são uma extensão do seu desejo de desempenhar um papel ativo na sociedade. “Eu sempre quis ser uma mulher que trabalha. E este tipo de trabalho é o que alimenta minha alma, e preenche o meu propósito.”

The Tig/Reprodução