Casal opera câncer no mesmo dia para enfrentar tratamento junto
Após descobrirem tumores renais quase ao mesmo tempo, marido e mulher passaram por cirurgias simultâneas
atualizado
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John Zisa, 73 anos, e Cynthia DePalma, 69, construíram uma vida lado a lado ao longo de 25 anos. Moradores de Bergenfield, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, eles compartilham a paixão por viagens, idas à praia e novos restaurantes — e decidiram compartilhar também um dos momentos mais delicados da vida: uma cirurgia para retirada de tumores renais, marcada para o mesmo dia.
A história com o urologista Mutahar Ahmed começou em 2008, quando John enfrentou um câncer de próstata tratado no Hackensack University Medical Center. Durante o processo, criou uma relação de confiança com o médico, que o acompanhou de perto.
Em janeiro de 2025, um exame identificou uma pequena massa no rim esquerdo de John — descoberta de forma incidental, algo comum em casos de câncer renal. Apesar de o tumor ser muito pequeno e permitir apenas o monitoramento, ele optou pela remoção.
No mesmo dia em que discutiam a cirurgia dele, Cynthia pediu que o médico avaliasse o resultado de uma tomografia que havia feito semanas antes por causa de problemas gastrointestinais.
O exame também revelou um tumor no rim dela, um pouco maior, do tamanho de uma azeitona. Nesse caso, a indicação cirúrgica era clara. Foi então que Cynthia fez a proposta: realizar os dois procedimentos no mesmo dia, para enfrentarem tudo juntos.

O médico, revelou à People que nunca havia operado um casal na mesma data — mas aprovou a ideia. Em 4 de dezembro de 2025, os dois deram entrada no hospital e ficaram em quartos um em frente ao outro no novo pavilhão da unidade. Antes de seguirem para o centro cirúrgico, tiraram fotos com a equipe de enfermagem e trocaram um beijo.
Cynthia foi operada primeiro. A cirurgia ocorreu sem complicações e o tumor, embora cancerígeno, foi totalmente removido, com margens limpas e sem necessidade de tratamento complementar.
John, que aguardava, ficou aliviado ao receber a notícia. Pouco depois, passou também pelo procedimento. Seu tumor apresentava potencial maligno muito baixo.
Eles permaneceram apenas uma noite internados e receberam alta no dia seguinte. A decisão de operar juntos surpreendeu amigos, que questionaram como cuidariam um do outro. O casal, porém, já havia se preparado: organizaram a casa, fizeram compras e contaram com apoio de pessoas próximas.
À revista norte-americana, o casal contou que na primeira semana, movimentos simples como sentar ou levantar da cama causavam dor. O desconforto diminuía quando permaneciam imóveis, mas qualquer contração abdominal era sentida. Aos poucos, após cerca de duas semanas, retomaram atividades leves.
Durante todo o processo, o apoio mútuo foi essencial. Quando um demonstrava incômodo, o outro compreendia exatamente o que aquilo significava. Agora, seguem para consultas de acompanhamento nos próximos meses — e, como em todos os capítulos da história deles, continuarão enfrentando juntos o que vier pela frente.
