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Vida & Estilo

Carol Nakamura faz "rejuvenescimento íntimo"; veja quando é indicado

Ginecologista esclarece dúvidas sobre o rejuvenescimento íntimo, procedimento feito por Carol Nakamura, e as tecnologias usadas

23/07/2026 14:56, atualizado 23/07/2026 14:57
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Carol Nakamura faz rejuvenescimento íntimo; veja quando é indicado

Carol Nakamura, de 43 anos, compartilhou nas redes sociais que realizou um “rejuvenescimento íntimo”. A atriz e bailarina deu detalhes do procedimento, brincando que “chegou com 40 e reduzirá a quilometragem para 18”.

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“Existe um tabu muito grande em relação aos cuidados com essa parte íntima. Algumas pessoas enfrentam problemas que dificultam até a relação sexual, mas não procuram um profissional por vergonha. Precisamos cuidar não apenas do rosto e do corpo, mas também da nossa região íntima”, afirmou.

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Mudanças naturais que acontecem na região íntima

Ao Metrópoles, a ginecologista Livia Saviolo explica que o envelhecimento íntimo é um processo natural que começa muito antes da menopausa.

A partir dos 35 anos, a mulher já inicia uma redução progressiva da produção de colágeno e elastina, proteínas responsáveis pela sustentação, firmeza e elasticidade dos tecidos. Na menopausa, esse processo tende a se intensificar devido à queda dos níveis de estrogênio.

“Ao longo dos anos, é comum ocorrer afinamento da pele e da mucosa vaginal, perda de elasticidade, diminuição da lubrificação, redução da circulação sanguínea local e alterações na microbiota vaginal.”

Essas mudanças podem provocar ressecamento, coceira, ardor, dor durante as relações sexuais, infecções vaginais de repetição e até sintomas urinários, como urgência e incontinência.”

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Externamente, também pode haver perda de volume dos grandes lábios, flacidez da vulva e excesso de pele. “Essas alterações podem causar desconforto ao caminhar, praticar atividade física, usar determinadas roupas e durante as relações sexuais”, diz a especialista em procedimentos e cirurgias íntimas.

A região íntima tem um equilíbrio delicado que pode ser ameaçado por hábitos errados

Procedimentos podem trazer benefícios à saúde

Segundo a médica, é importante entender que rejuvenescimento íntimo não significa, necessariamente, cirurgia. Atualmente, existem diversas opções de tratamento, como laser, radiofrequência, ultrassom microfocado, bioestimuladores de colágeno e procedimentos cirúrgicos. A escolha depende da avaliação individual de cada paciente e da principal queixa apresentada.

“As tecnologias estimulam a produção de colágeno, melhoram a vascularização e a qualidade dos tecidos, sendo excelentes aliadas para tratar flacidez inicial, ressecamento, perda de elasticidade e sintomas relacionados ao envelhecimento íntimo.”

Quando existe excesso de pele ou flacidez mais importante, principalmente dos pequenos lábios ou da região do capuz do clitóris, a cirurgia íntima passa a ter um papel fundamental. Nesses casos, ela oferece benefícios que vão muito além da estética, melhorando o conforto no dia a dia, reduzindo o atrito, facilitando a higiene e aumentando a qualidade de vida.

“Na prática, os melhores resultados costumam vir da associação de tratamentos. Combinar tecnologias, bioestimuladores e, quando necessário, cirurgia íntima permite tratar tanto a qualidade da pele quanto a anatomia da região de forma personalizada”, esclarece a ginecologista.

mulher de calcinha segurando uma flor na região da vagina
A quebra de tabus em torno da saúde íntima feminina traz melhor qualidade de vida para as mulheres

Hábitos que ajudam a preservar a saúde íntima

Livia Saviolo ressalta que não existe uma idade mínima para realizar procedimentos íntimos. O que define a indicação é o quanto aquela alteração impacta o bem-estar, o conforto e a qualidade de vida.

Em relação aos hábitos que ajudam a preservar a saúde íntima, a ginecologista cita:

  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Evitar o tabagismo;
  • Controlar doenças como diabetes;
  • Fortalecer a musculatura do assoalho pélvico.

Manter um peso saudável também contribui para uma melhor saúde genital. Além disso, é importante evitar excessos na higiene íntima, como duchas vaginais e produtos perfumados, que alteram a microbiota vaginal e podem favorecer infecções.

“O uso de hidratantes vaginais e lubrificantes, quando necessário, também pode melhorar significativamente o conforto”, orienta Livia.

Segundo a profissional, o objetivo dos procedimentos estéticos na região íntima é preservar a função dos tecidos, prevenir desconfortos, devolver qualidade de vida e permitir que a mulher se sinta bem com seu próprio corpo em qualquer fase ou momento que esteja passando.