Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Bem-Estar

Professor brasiliense cria método para novatos unindo pilates e ioga

Wesley Paixão mistura técnicas para adaptar exercícios e garantir que qualquer pessoa consiga praticá-los

22/04/2017 05:18, atualizado 22/04/2018 09:35
Compartilhar notícia
Hugo Barreto/Metrópoles
Professor brasiliense cria método para novatos unindo pilates e ioga

Quando as pessoas escutam “aula de ioga” já imaginam contorcionismos. “Muitos alunos têm medo, preguiça e até falta de paciência. Ao longo dos anos, passei a trabalhar de forma mais individualizada, de acordo com a necessidade de cada um”, conta o professor de educação física Wesley Paixão.

Instrutor de pilates há 17 anos, ele se encantou com a prática de ioga ao participar de uma aula. Estudou a relação entre as duas modalidades e, após morar fora do país, criou o método Yu.

Wesley usa princípios do pilates para realizar os ásanas (posturas) da ioga e, assim, tornar o exercício mais acessível a quem nunca praticou. A atividade começa com técnicas de respiração, de alongamento e, em seguida, movimentos que exigem força. Os exercícios terapêuticos do pilates complementam a aula de acordo com a necessidade física de cada um.

“Adaptamos o treino para qualquer indivíduo poder participar. São grupos de até 10 pessoas, mas começamos com um atendimento individual e personalizado. Depois, o inserimos na turma”, explica o professor. Parte da aula é feita com os olhos vendados, para garantir que a atenção fique no corpo e na mente. Segundo Wesley, alguns participantes chegam a se emocionar durante a prática.

O Studio Yu foi inaugurado há quatro semanas e as turmas já estão lotadas. Antes de abrir o empreendimento, o professor lecionava em uma academia da cidade. “Fiz a primeira prática há três meses e não parei mais. Sentia muitas dores no corpo e, hoje, estou melhor. Trouxe até minha filha para participar”, explica a empresária Jaide Alves Barbosa, 30 anos.

A nutricionista Nathália Patrão, 21, conta que a atividade não consiste apenas em respiração e meditação. “Termino o exercício exausta. Mas, no fim, saio com um sentimento de dever cumprido. Adoro desafiar meu corpo a viver melhor. Sempre tive problemas de postura e sentia muita dor nos ombros. Após cinco meses de aula, percebo os benefícios”, afirma.

Professor brasiliense cria método para novatos unindo pilates e ioga - destaque galeria
5 imagens
Jaide Alves Barbosa não conhecia a ioga e se apaixonou pela prática. Com três meses de experiência, já sente menos dores no corpo
Nathália Patrão conta que sempre sentia o pescoço duro e tenso. Com o método Yu, já não acorda dolorida
Algumas partes da prática são feitas com os olhos vendados
Wesley usa técnicas do pilates e adapta posições difíceis da ioga para os iniciantes
O estúdio Yu foi inaugurado em março. O objetivo é cuidar do corpo e da mente
1 de 5

O estúdio Yu foi inaugurado em março. O objetivo é cuidar do corpo e da mente

Hugo Barreto/Metrópoles
Jaide Alves Barbosa não conhecia a ioga e se apaixonou pela prática. Com três meses de experiência, já sente menos dores no corpo
2 de 5

Jaide Alves Barbosa não conhecia a ioga e se apaixonou pela prática. Com três meses de experiência, já sente menos dores no corpo

Hugo Barreto/Metrópoles
Nathália Patrão conta que sempre sentia o pescoço duro e tenso. Com o método Yu, já não acorda dolorida
3 de 5

Nathália Patrão conta que sempre sentia o pescoço duro e tenso. Com o método Yu, já não acorda dolorida

Hugo Barreto/Metrópoles
Algumas partes da prática são feitas com os olhos vendados
4 de 5

Algumas partes da prática são feitas com os olhos vendados

Hugo Barreto/Metrópoles
Wesley usa técnicas do pilates e adapta posições difíceis da ioga para os iniciantes
5 de 5

Wesley usa técnicas do pilates e adapta posições difíceis da ioga para os iniciantes

Hugo Barreto/Metrópoles

Aulas para crianças
De acordo com Wesley, outro objetivo do Studio Yu é divulgar o método para crianças, que, muitas vezes estão estressadas e ansiosas como os adultos e precisam de um momento de relaxamento. Seria como uma intervenção não medicamentosa. “Aqui trabalhamos foco e respiração. Gosto também de chamar os pais para a prática. Os pequenos absorvem tudo, inclusive a ansiedade dos adultos com quem convivem”, conta o professor.