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Dieta paleolítica, mediterrânea, da lua, da sopa, da melancia, etc…Você com certeza já ouviu falar de uma dessas práticas (se é que não as adotou no dia a dia). Embora exista uma discussão quanto à eficácia de tais regimes “criativos”, maneiras diferentes de perder peso e entrar em forma não param de surgir. A mais recente é a dieta nórdica.

Baseada na culinária de países nórdicos, como Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia, a dieta consiste, basicamente, no consumo de itens saudáveis, já conhecidos de outras práticas: peixes (salmão, arenque e cavala), legumes, nozes, vegetais, grãos, laticínios com baixo teor de gordura e grãos integrais. É bastante semelhante à mediterrânea, com a diferença de que, enquanto esta usa azeite de oliva extravirgem, a nórdica dá preferência ao óleo de canola.

Além da perda de peso, uma análise da World Health Organization (WHO) descobriu que tanto a dieta nórdica como a mediterrânea podem reduzir o risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares. Apesar de tais benefícios, a nutricionista Ana Carolina Lima faz um alerta em relação a adotar esse tipo de prática.

“Essas dietas podem funcionar em um primeiro momento devido à restrição alimentar. Porém, não é recomendável praticá-las de forma prolongada, não somente por conta do efeito rebote, mas pela possível privação de certos nutrientes, necessários ao organismo”, explica.

De acordo com a nutricionista Lauren Antonucci, a dieta foi adaptada da Pirâmide da Dieta do mar Báltico e, em 2004, o termo “nova dieta nórdica” foi registrado por chefs e profissionais da alimentação para promover a culinária nórdica, como informa o site Men’s Health.

Está pensando em incluir a prática na sua rotina? Ótimo! Como a nutricionista Gabriela Calsing defende, “comer comida de verdade, com o mínimo de industrializados e substâncias xenobióticas, faz bem para todo mundo. Essa é a base da dieta nórdica, da mediterrânea e da paleolítica real. Se as pessoas precisam de uma tendência de alimentação saudável para se sentirem estimuladas a comer bem, eu sou a favor”, declara.

A profissional, no entanto, faz uma importante ressalva: “Que não seja uma tendência, e, sim, um hábito. Além disso, a moda é igual para todo mundo enquanto está em destaque. Quando falamos de alimentação, nós, humanos, somos parecidos, porém, com necessidades diferentes. Algumas pessoas precisam de mais gordura, outras menos. Umas precisam de mais carboidrato, e outras em menor quantidade. Dietas da moda generalizam necessidades nutricionais específicas para cada pessoa”.

Portanto, se você está pensando em mudar a dieta, não deixe de procurar um profissional.