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Estamos caminhando para cada vez mais diversidade e inclusão. Algumas marcas já perceberam que esse vai ser o mercado do futuro e se adaptaram. Outras foram fundadas justamente por uma grande mudança em indústrias bem estabelecidas, como a de beleza. É o caso da Afrôbox, o primeiro clube de assinatura no Brasil focado nas consumidoras negras.

Quando a cliente se inscreve no site, ela passa a receber mensalmente uma caixa com produtos de beleza para pele negra e cabelo afro, como hidratante capilar, base para o rosto, delineador, óleos corporais e esfoliantes. Os itens, geralmente, são surpresa.

O lançamento da marca, em 2016, foi feito por meio de crowdfunding. Élida Aquino, fundadora da Afrôbox, conta que o maior obstáculo da empresa ainda é o racismo institucional. “Não conseguimos investimento inicialmente. Algumas vezes ouvimos questionamentos sobre a viabilidade dessa ideia ou até sobre a relevância, mesmo quando comprovamos que se tratava de um negócio potente e absolutamente escalável”, fala.

Élida idealizou a empresa depois de entrar em contato com clubes americanos de assinatura direcionados para mulheres negras. “Conversei bastante com amigas que residem nos Estados Unidos e viam uma oportunidade de adaptação para a realidade brasileira. Pensamos em como dialogar melhor com as questões que temos aqui quando o assunto é beleza negra”.

A partir disso, a Afrôbox começou a desenvolver um DNA próprio e adaptou os produtos para a demanda das mulheres negras no Brasil.

Para receber o serviço apenas uma vez, o custo é de R$ 79,90. Quem tem interesse em fazer parte do clube por um semestre desembolsa R$ 71,90 por mês e, para garantir a caixa por um ano, a cliente paga R$ 65,90 mensalmente.