As perigosas consequências do uso de anabolizantes por jovens, segundo médica
A pressão estética, a influência das redes sociais e a busca por resultados rápidos têm levado cada vez mais jovens ao uso de anabolizantes
atualizado
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A pressão estética, a influência das redes sociais e a busca por resultados rápidos têm levado cada vez mais jovens ao uso de anabolizantes e outras substâncias hormonais para acelerar o ganho muscular e alcançar o chamado “corpo ideal”.
Na visão da endocrinologista Isabella Santiago, a popularização de conteúdos fitness e padrões de beleza considerados quase inalcançáveis têm contribuído para a banalização dessas substâncias, principalmente entre adolescentes e jovens adultos. Mas há riscos graves à saúde, e ela detalha abaixo!

Segundo a professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília, o problema tem preocupado profissionais da saúde.
“Existe uma banalização do uso dessas substâncias, impulsionada pelas redes sociais e pela promessa de transformação rápida do corpo. Os jovens acabam sendo mais vulneráveis a esse tipo de influência”, afirma.
Além dos esteroides derivados da testosterona, Isabella explica que muitos usuários recorrem a hormônios como GH, insulina, diuréticos e medicamentos para potencializar resultados estéticos ou reduzir efeitos colaterais.
Para a médica, a ideia de que essas substâncias representam um “atalho” seguro para atingir um padrão físico ideal é perigosa. “Não existe uso seguro de esteroides anabolizantes para ganho de performance estética. Mesmo quando há acompanhamento médico, os riscos permanecem”, alerta.
A discussão voltou a ganhar força após a repercussão da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, reacendendo debates sobre os limites da busca pelo corpo perfeito e os impactos do uso indiscriminado dessas substâncias.

Entre as principais complicações associadas ao uso inadequado de anabolizantes estão hipertensão, arritmias, trombose, infarto, insuficiência cardíaca e até morte súbita. Também podem ocorrer infertilidade, alterações hormonais severas, lesões hepáticas, insuficiência renal e dependência química.
Nas mulheres, alguns efeitos podem ser permanentes, destaca a profissional. “Além da queda de cabelo em padrão masculino, pode ocorrer engrossamento da voz, alteração que muitas vezes não regride mesmo após a suspensão do hormônio”, explica Isabella.
Outro ponto de preocupação é a dependência causada pelo uso contínuo dessas substâncias. De acordo com a endocrinologista, interromper o uso de forma abrupta pode provocar sintomas de abstinência, alterações de humor, ansiedade e necessidade de acompanhamento médico especializado.
Isabella acredita que o caminho mais seguro continua sendo a adoção de hábitos sustentáveis. “Alimentação equilibrada, treino supervisionado, sono adequado e acompanhamento profissional continuam sendo o caminho mais seguro para alcançar bem-estar e qualidade de vida”, conclui.