Arte, lembranças de família e feito à mão são tendências na decoração
Saiba o que está em alta na decoração e inspire-se para dar um novo fôlego à sua casa sem gastar muito

A CASACOR Brasília acontece até a próxima segunda-feira (12/10). Na 34ª edição, com 40 espaços criados por 53 profissionais, a mostra trouxe ideias para transformar o local onde vivemos em um espaço de descanso, bem-estar e reconexão. Natureza, arte, sustentabilidade e elementos feitos à mão estão em alta no décor, conforme foi provado em diversos ambientes.
Abaixo, confira algumas ideias para “copiar” e usar como referência.
Natureza dentro de casa
A trend “urban jungle“, presente em anos anteriores, toma corpo novamente, mas com parcimônia e sutileza. Para além das plantas, materiais naturais aparecem como instrumentos de acolhimento e conexão com o ambiente.

No ambiente Entre, Pausa., Juliane Almeida combina pedra natural, madeira em tom nogueira, tecidos suaves e vegetação com uma iluminação indireta. O resultado é um cômodo que convida os sentidos a desacelerar.
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Sustentabilidade como pilar inegociável
A sustentabilidade é outra palavra de ordem e não apenas pode como deve fazer parte do novo morar.
No ambiente Sebrae Feito à Mão, Rick Hudson leva o pilar em consideração. O piso e o forro existentes foram preservados, e sistemas construtivos a seco reduzem o consumo de água e a geração de resíduos.

Memória dá ar de “casa vivida”
Em Onde a Casa Pulsa | Living Gourmet, a arquiteta Giovanna Leal transforma as lembranças familiares no elemento central do projeto.
Sim, aquela foto de família ou louça herdada de sua avó pode ser parte crucial do seu décor, e ganhar um valor estético que ultrapassa o afeto. Giovanna, por exemplo, recorreu a um louceiro com peças que atravessam gerações.
Feito à mão segue forte
O feito à mão e o artesanal seguem em alta e podem ser incorporados ao lar dando a ideia de identidade e pertencimento.
Vale desde aquele mimo da última viagem até um quadro ou vaso com textura e memória — o que é importa é uma casa que tenha menos cara de “decorada” e sim de “vida vivida”.

No ambiente Lar das Três Marias, da ON Arquitetura, Luciana Canalli reforça o homemade com uma coleção de luminárias criada em homenagem à mãe, à avó e à bisavó, em uma narrativa sobre legado feminino.
Arte como parte da arquitetura
A arte é atemporal e, atualmente, vive sua melhor fase se a ideia é fazer dela parte da decoração da casa — inclusive em áreas menos óbvias, como lavabos e até o banheiro. E se a ideia é economizar, vale apostar em nomes locais ou que estão no início da carreira, que costumam ser mais acessíveis.
No Espaço São Geraldo/Luner Construtora, Alessandra Oliveira, à frente da TUDO Arquitetura e Construção, criou um grande “mosaico” ao unir nomes como Naura Timm, José Maciel, Tarciso Viriato, Irmãos Campana e Galeno.

O carpete retornou
Embora muitas casas optem por pisos mais “clean“, a exemplo do porcelanato, o carpete retornou e surgiu em vários ambientes. É a vez de uma casa com pegada mais “comfy” e acolhedora, ao menos no que depender de vários ambientes da mostra de decoração.

Em Construtopia, Espaço Brasal, o arquiteto Bruno Pessoa explora a versatilidade do carpete amarelo, revestindo do piso às paredes para criar painéis cheios de textura.
Inspirado nos apartamentos funcionais de Brasília das décadas de 1960 e 1970, o projeto une a sensação acolhedora da madeira e dos tecidos ao toque contemporâneo do aço inox.

Cor, agora, é sensação
Por último, mas não menos importante, as cores seguem como referência máxima de personalidade.
No ambiente Vértice, a profissional Fabiana Boner ressignifica a garagem, geralmente relegada a um papel “utilitário”, ao ser guiada pelo uso das cores.
O azul traz acolhimento na transição entre a cidade e a casa, enquanto o vermelho entra em contraste para trazer personalidade e descontração.
