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O arquiteto e educador Balkrishna Doshi é o vencedor do Pritzker 2018. Ele foi o primeiro indiano a receber a maior honraria da arquitetura mundial nos 40 anos de história da condecoração. O galardão foi anunciado nesta quarta-feira (7/3) por Tom Pritzker, da Hyatt Foundation, baseada em Chicago.

Doshi é arquiteto, planejador urbano e educador há 70 anos. A fundação denominou o trabalho do profissional de 90 anos “poético e funcional”, e sublinhou sua habilidade de criar trabalhos que respeitam a cultura oriental e reforçam a qualidade de vida na Índia.

Entre os feitos de Doshi estão: o projeto de residências de baixo custo Aranya, em Indore, as quais acomodam mais de 80 mil pessoas num sistema de casas, jardins e corredores internos.

Divulgação/VSF

Doshi disse que o trabalho de sua vida foi “para empoderar os que nada têm”. Ele denominou o prêmio como uma honra para si e para a Índia. “O que eu fiz nos últimos 60 anos, trabalhar em áreas rurais, em projetos de casas de baixo custo, me preocupando com o futuro da Índia. Agora tudo me dá uma chance para dizer: ‘Aqui estamos!'”, disse.

O indiano foi influenciado por dois grandes arquitetos do século 20, Charles-Edouard Jeanneret (Le Corbusier) e Louis Kahn.

Seu trabalho vai do prédio de concreto da Life Insurance Corporation Housing, em Ahmedabad, até as curvas naturalistas da galeria de arte subterrânea Amdavad ni Gufa.

Embora o trabalho dos vencedores do Pritzker frequentemente é encontrado pelo mundo, Doshi é conhecido por trabalhar quase completamente em sua terra natal.

Entre outros vencedores do prêmio, estão os brasileiros Paulo Mendes da Rocha (2006) e Oscar Niemeyer (1988).