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Spoilers

Netflix: Paradise PD ironiza séries policiais e paranoia atual

Sitcom de animação reforça a boa safra de desenhos voltados a adultos

17/09/2018 05:30, atualizado 14/09/2018 19:14
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Netflix/Divulgação
Netflix: Paradise PD ironiza séries policiais e paranoia atual

O ramo de desenhos adultos – com grandes doses de humor nonsense e linguajem ~ ofensiva ~ – ganhou novo fôlego nos últimos dois anos: Big Mouth, Rick and Morty e Desencantada são alguns dos mais recentes integrantes desse gênero. A novidade agora é Paradise PD, produção da Netflix sobre uma delegacia pouco convencional.

Um cachorro viciado em drogas, um chief (delegado, em tradução livre) sem testículos e dependente de adesivos de testosterona, uma policial com problemas em lidar com raiva, um obeso e um idoso ainda na ativa. Esses são alguns do integrantes da equipe da polícia de Paradise – uma excêntrica cidade do interior dominada pelo tráfico.

Escrita por Waco O’Guin e Roger Black (Brickleberry), Paradise PD tem uma trama central: Kevin, filho do chief Randall e da prefeita Karen, tenta entrar para a força policial. Nessa missão, o jovem busca desvendar um esquema de tráfico de drogas.

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Bullet, o cão drogado
O roteiro, inclusive, faz piada com o uso de escudos humanos
Entre os integrantes da combalida força, há um mendigo
Bom, é isso mesmo, temos uma cena de sexo entre um humano e um carro
Sobrou até para a turma de Stranger Things
No seriado, nudez, sexo e violência são exibidos gratuitamente
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Bullet, o cão drogado
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Bullet, o cão drogado

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O roteiro, inclusive, faz piada com o uso de escudos humanos
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O roteiro, inclusive, faz piada com o uso de escudos humanos

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Entre os integrantes da combalida força, há um mendigo
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Entre os integrantes da combalida força, há um mendigo

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Bom, é isso mesmo, temos uma cena de sexo entre um humano e um carro
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Sobrou até para a turma de Stranger Things
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Com erros e acertos, vale a pena assistir Paradise PD
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Com erros e acertos, vale a pena assistir Paradise PD

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Ao longo dos 10 episódios, a linha-guia da história vai se misturando a boas (e algumas fracas) sequências paralelas. Nelas, está um dos trunfos do seriado: Gina Jabowski, a superviolenta policial que é apaixonada doentiamente pelo ingênuo colega Dusty Marlow.

Sem paranoia
Paradise PD agrada quando ataca a paranoia do mundo contemporâneo. Não é uma crítica irresponsável ao politicamente correto. Porém, ironiza os exageros. Tal questão fica evidente no episódio em que Fitz, um policial negro, atira em um espelho, a bala ricocheteia e o atinge.

De um lado, a CNN acusa a polícia de atingir um negro inocente. Do outro, a Fox News clama pelo endurecimento da lei contra agressores de policiais. Nonsense? Sim… mas boa parte do mundo anda assim.

Essa linha de “dane-se as regras” ganha força com Bullet, o cão viciado em drogas. Responsável por encontrar os entorpecentes, o personagem vive doidão. Obviamente, protagonizando cenas hilárias.

Ao mesmo tempo em que representa o melhor do seriado, o nonsense fica excessivo ao longo dos 10 episódios. Em vários momentos, parece faltar um refino no roteiro dessa sitcom: umas pitadas de ironia e críticas mais contundentes à sociedade dos EUA.

Apesar de não estar no nível de Rick and Morty e BoJack Horseman, Paradise PD é uma boa aposta na entressafra de temporadas.

Avaliação: Bom