Gypsy, série com Naomi Watts, é um thriller previsível e arrastado

Com 10 episódios, cada um contendo uma hora, a história não se sustenta, mesmo contando com grande elenco

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“Gypsy” tinha tudo para cair no gosto do público. Com narrativa digna de um grande thriller psicológico, a nova série da Netflix traz Naomi Watts, indicada ao Oscar pelo trabalho em “21 Gramas” (2003) e “O Impossível” (2012), no papel de uma psicóloga com grave distúrbio de personalidade, que se aproveita das sessões de terapia para viver a vida de seus pacientes.

Porém, a série não funciona. Com 10 episódios, a história não se sustenta, tornando-se arrastada e até mesmo previsível. Talvez funcionasse melhor se “Gypsy” fosse um longa-metragem. Nem mesmo a atuação de Naomi Watts salva a produção.

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Jean Holloway, a personagem de Naomi, não é nem um pouco simpática e sequer parece possuir a complexidade necessária de uma pessoa que vive várias vidas inconciliáveis entre si. Fica difícil acreditar no sofrimento e na angústia causados pelo distúrbio.

No fim das contas, o espectador pode até ficar em dúvida se ela realmente tem algum problema psicológico ou se é somente inconsequente e incapaz de “se comprometer”, como diz, repetidamente, seu marido na série.

Todos os personagens em volta de Jean são carregados de clichês. O marido perfeito se vê balançado por uma linda secretária, as mães da escola de sua filha são todas fúteis e insuportáveis. A namoradinha roqueira é extremamente liberal e cheia de sensualidade.

No final, “Gypsy” deixa brechas suficientes na narrativa para uma nova temporada. A plataforma de streaming não confirmou a sequência – se o fizer, será uma grande surpresa.

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