Suspeita é presa por integrar mesma rede de pedofilia de piloto
Mulher foi presa nesta segunda (10/3) suspeita de enviar imagens da própria filha ao piloto Sergio Antônio Lopes, preso em fevereiro
atualizado
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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (10/3), uma mulher suspeita de integrar a mesma rede de exploração sexual infantil liderada pelo piloto de avião Sergio Antônio Lopes, que foi preso há um mês dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A mulher de 29 anos foi presa na região de Marataízes, no Espírito Santo (ES), na segunda fase da Operação Apertem os Cintos. Segundo a polícia, ela é suspeita de ser coautora de crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual envolvendo menores.
A investigação identificou conversas e elementos que indicam a prática de estupro de vulnerável, além do envio de vídeos contendo imagens de abuso contra uma criança de 2 anos, que teria sido encomendado pelo piloto, o líder do grupo. Há indícios também de que um encontro estava sendo planejado entre Sergio e a criança.
A operação já prendeu outras pessoas, além de Sergio e a suspeita: três mulheres em São Paulo e Guararema. Durante sua prisão, o piloto admitiu aos agentes que se envolvia com crianças.
Prisão no embarque
Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso pela Polícia Civil no dia 9 de fevereiro durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiros/Santos Dumont no Aeroporto de Congonhas.
Lopes, que trabalhava desde março de 1998 na Latam, foi demitido poucos dias após a prisão. Em vídeos que circularam nas redes sociais, o piloto admitiu envolvimento com menores, relatou como agia e expôs seu celular.
Como pedófilo agia
De acordo com a delegada Luciana Peixoto, Lopes se aproximava inicialmente das mães e avós das crianças com quem já mantinha uma relação amorosa, passando a se aproximar dos menores.
O homem pagava em média de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos, oferecendo os pagamentos aos responsáveis, que “vendiam suas filhas” para ele.
Ainda segundo a delegada, o detido pedia para que meninas perguntassem se tinham amigas interessadas, na faixa dos 11 aos 14 anos. Ele se referia a elas como “garotinhas” e deixava claro em todas as ocasiões que gostava “das mais novinhas”.













