Onde os fracos não têm vez: The Strongest e a noite na Libertas

The Strongest pode não ser tão fortão assim, mas é um time com rodagem em Taça Libertadores da América. Não se intimidou com a garoa paulistana, nem com os cantos da torcida são-paulina. Num jogo em que meteu bola na trave, mesmo quando parecia estar sendo dominado, o time visitante saiu do Pacaembu com 1 […]

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The Strongest/Twitter/Reprodução
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1 de 1 stron - Foto: The Strongest/Twitter/Reprodução

The Strongest pode não ser tão fortão assim, mas é um time com rodagem em Taça Libertadores da América. Não se intimidou com a garoa paulistana, nem com os cantos da torcida são-paulina. Num jogo em que meteu bola na trave, mesmo quando parecia estar sendo dominado, o time visitante saiu do Pacaembu com 1 x 0 tirado de uma jogada ensaiada num escanteio curto.

Boa lição para Edgardo Bauza, que também é um sujeito bem safo em Libertas, mas ainda não conseguiu que o São Paulo tenha uma única e mísera jogada ensaiada num escanteio curto, por exemplo. Sobre ontem à noite, Bauza tentou manejar seu elenco. Bancou Lucão e Ricardo Centurión para saírem jogando. Lucão porque não dava mesmo pra rifá-lo em público depois do vacilão de domingo. Centurión porque, como dizem por aí, antiguidade é posto. Então ele fez dupla com Alan Kardec.

Jonathan Calleri esquentou o banco por uma horinha antes de ir pra jogo. Enquanto Paulo Henrique Ganso se debatia, apertado, entre as linhas adversárias. Ganso apenas demonstrou maior desembaraço ao dar um pisão no goleiro Daniel Vaca. E Rodrigo Caio acertando coice próximo à linha lateral também indicava que o São Paulo estava nervosinho além da conta…

Hudson era o único a se mexer num time paradão, tentando compensar na vontade o que lhe falta de descortino, naquele jeitinho todo dele. Correu tanto que saiu no segundo tempo, exausto e dolorido, para aí sim entrar Calleri. Michel Bastos, capitão da equipe, cumpriu mais uma jornada sem ser visto. E a torcida, que teve gente ameaçando vaiar Lucão desde o primeiro minuto, segurou a onda e só demonstrou seu desconsolo com as vaias ao fim da partida. E também na hora em que Centurión saiu, substituído, que ali era de fato um momento oportuno.

Alguns números são autoexplicativos. The Strongest estava há 35 anos sem ganhar fora da Bolívia. Trinta e cinco. O São Paulo vencera o adversário em todas as três vezes que haviam se encontrado no Brasil. E ontem o tricolor cruzou, para nada, dezoito bolas na área strongestiana. Dezoito.

Dia 21 de abril, na sexta e última rodada da fase de grupos, o São Paulo vai ter que enfrentar The Strongest onde o time boliviano é mais forte: estádio Hernando Siles, La Paz, a 3.660 metros de altitude.

El Salvador: Lucca arranca gol da vitória corintiana *Corinthians/Twitter/Reprodução*
El Salvador: Lucca arranca gol da vitória corintiana *Corinthians/Twitter/Reprodução*

 

Virada na montanha, castigo no deserto

Em Arequipa, a 2.300 metros de altitude, o Atlético Mineiro pareceu não sentir o efeito da montanha. Cumpriu jornada serena, naquele clima que seu torcedor já deve ter se acostumado. Saiu perdendo para dar conta de uma virada ainda no decorrer do primeiro tempo. Mais do que os três pontos em viagem, esse placar garante ao Atlético e a seu treinador Diego Aguirre tempo para pensar e margem para manobrar.

Lembrando que Robinho chegou a Belo Horizonte, há pouco mais de uma semana, se dizendo pronto para jogar, assim que quiserem, é só chamar, etc. Mas claro que não, né? Robinho estava encostadão, tinha largado bonito o Shandong Luneng. Agora ele vai ter que correr muito para chegar ao ritmo dos companheiros e poder entrar no time sem baixar a pelota. Ao contrário do que acontecia com Ronaldinho Gaúcho no Galo-2013, quando a equipe jogava em torno dele e corria por ele, aqui Robinho vai ter que se encaixar num time já aprumado. E que mesmo com os desfalques de ontem, como Dátolo e Thiago Ribeiro, consegue manter um bom padrão.

Mais ou menos como o Corinthians, sabe? Deu pena do Cobresal. O estreante chileno lutou bravamente contra suas limitações. Segurou o (que resta do) campeão brasileiro até gloriosos e literais quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Os visitantes já pareciam resignados por voltar empatados de uma viagem dura e desgastante ao deserto do Atacama.

Todos resignados, menos rapaz Lucca. Aquele mesmo que varou a defesa do São Paulo no último domingo para arrancar o gol corintiano e lançar ao descrédito o beque Lucão. Desta feita, Lucca invadiu área do Cobresal – aos quarenta e cinco do segundo tempo! – para atingir a linha de fundo e cruzar uma bola incandescente e traiçoeira. O pobre Miguel Escalona tentou desviar e…

Ficou estirado no chão, Escalona, com a certeza de que ali colocara tudo a perder. A miséria do gol contra.

(Já na madrugada insone desta quinta-feira, é preciso registrar, o Grêmio perdeu para o Toluca do México numa partida em que contou com um homem a mais desde a primeira etapa mas sofreu dois gols na etapa complementar.)

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