Ministério Público acusa Flamengo de “coação” a sobreviventes do Ninho

Segundo especialistas, há chances concretas de acordos serem desfeitos, o que pode implicar em graves prejuízos financeiros para o clube

atualizado 11/09/2020 15:27

CT do FlamengoAlexandre Vidal/Flamengo

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) acusa o Flamengo de tentar coagir os 16 sobreviventes do incêndio ocorrido no Ninho do Urubu em fevereiro do ano passado. Menos um mês depois do trágico ocorrido que vitimou 10 jogadores da base do clube, o Rubro-Negro propôs pagar R$ 20 mil por danos morais aos sobreviventes. As informações são do blog Lei em Campo.

A condição para receber o valor era que os jovens e seus familiares teriam de renunciar ao direito de buscar na Justiça ressarcimento por quaisquer outros prejuízos que tivessem. “O discurso de que os documentos deveriam ser imediatamente assinados deixava claro que se tratava de uma pré-condição para que os adolescentes permanecessem como atletas da base do clube”, diz o MPRJ.

“Uma situação clara e cristalina de vício do consentimento, em que o réu teria agido com coação e/ou com dolo para fins de inviabilizar que os jovens atletas sobreviventes pudessem preservar seus direitos”, disse o MPRJ em outro trecho.

Com essa acusação, há chance concreta de anulação dos acordos já feitos com os sobreviventes, o que pode trazer sérios riscos financeiros ao Flamengo, caso o clube seja obrigado a desembolsar quantias ainda maiores para encerrar a questão.

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