Caboclo comprou jatinho de R$ 71 milhões no dia da denúncia de assédio

Valor é quase quatro vezes maior que o auxílio pago aos clubes das séries C e D durante a pandemia de coronavírus

atualizado 11/06/2021 18:48

Rogério CabocloLucas Figueiredo/CBF

No mesmo dia em que as denúncias de assédio moral e sexual feitas por uma funcionária contra Rogério Caboclo atingiram a alta cúpula da CBF como uma bomba, o mandatário afastado realizou a compra de um jatinho avaliado em 14 milhões de dólares (R$ 71 milhões). A informação foi publicada nesta sexta-feira (11/6) pelo jornalista Rodrigo Mattos, no portal UOL.

Segundo a publicação, a CBF tenta desfazer a compra realizada por Caboclo por considerá-la desnecessária. No entanto, o processo estaria complicado. O então presidente adquiriu um jato Legacy com 16 lugares. O pagamento da aeronave foi feito à vista.

A entidade já possui uma aeronave, um Citation com 12 lugares, em bom estado. Por isso, a CBF tenta devolver o Legacy adquirido por Caboclo. Caso não consiga finalizar as negociações, o jatinho deve ser vendido em seguida.

A publicação ainda faz uma comparação importante. Em meio à crise causada pela pandemia de coronavírus, a CBF liberou para clubes das séries C e D, além de Federações, o montante de R$ 19 milhões. O valor gasto no jatinho é quase quatro vezes maior do que a ajuda fornecida.

Essa é a segunda compra polêmica do presidente afastado da CBF só em 2021. No mês passado, também à vista, Caboclo comprou um apartamento por R$ 10, 5 milhões no Rio de Janeiro.

No último domingo (30/5), Rogério Caboclo acabou afastado do cargo por 30 dias após uma funcionária apresentar áudios que comprovam o assédio. O Conselho de Ética da CBF decidiu afastar o então presidente para que ele se concentre em sua defesa.

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