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Saúde

Veja 5 pontos fundamentais da medicina chinesa para tratar a obesidade

Especialista no assunto aponta as vantagens de se conjugar métodos orientais no enfrentamento do excesso de peso

Bruno Bucis21/04/2023 02:00, atualizado 20/04/2023 19:30
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Mãos aplicando agulhas de acupuntura em costas de paciente branca

A medicina tradicional chinesa (MTC) desenvolveu ao longo de milênios respostas para a obesidade, tanto para abordar suas causas como para mitigar os sintomas da doença, que vem se tornando cada vez mais frequente no Brasil e no mundo.

Para especialistas nas técnicas da MTC, a acupuntura, as massagens e até as receitas fitoterápicas devem ser usadas conjuntamente para evitar o peso excessivo e melhorar a saúde.

A médica Patricia Liu, especialista em medicina oriental, ressalta que infusões de chá verde, casca de laranja amarga e a raiz de gengibre, por exemplo, têm sido estudadas por seu potencial efeito na perda de peso e na regulação do metabolismo.

“Através de uma alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos adequados, acupuntura, fitoterapia e gerenciamento do estresse, é possível promover o equilíbrio energético do corpo e ajudar na perda de peso de forma saudável e sustentável”, afirma Liu.

1. Acupuntura

A obesidade pode ser tratada pela acupuntura, por exemplo. As finas agulhas podem ser usadas, segundo Liu, para “controlar o apetite, melhorar a digestão, reduzir a retenção de líquidos e equilibrar o sistema energético do corpo”.

A especialista ressalta, entretanto, que os resultados só serão observados se a técnica for realizada por um profissional qualificado e que pense na segurança do paciente atendido.

2. Massagens

Liu ressalta que massagens terapêuticas e terapias de relaxamento podem ser importantes para o tratamento de obesidade ao atuar diretamente no rompimento de placas de gordura no corpo e também na abertura de caminhos para um maior fluxo energético e uma redução do estresse.

Além das massagens, técnicas de respiração, de meditação e a prática do tai chi chuan podem trazer benefícios semelhantes ao reduzir o estresse e promover o equilíbrio hormonal e emocional.

3. Fitoterapia

Além disso, no aspecto da fitoterapia, ou seja, do uso de ervas medicinais, os chás de gengibre, de chá verde e de raiz de alcaçuz, por exemplo, podem ajudar na perda de peso, na melhora da digestão e na redução do apetite.

Porém, é importante consultar um profissional antes do uso pois algumas ervas acabam tendo efeitos colaterais, como o aumento da pressão arterial, e podem ter más iterações com remédios que já são usados pela medicina convencional.

4. Alimentação regrada

A médica reforça a necessidade de uma alimentação equilibrada como parte de um programa voltado à saúde. “É importante optar por alimentos naturais e frescos, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras”, defende Patricia.

5. Exercícios físicos

Outro dos princípios da medicina oriental é buscar atividades físicas adequadas à constituição física e habilidades do paciente, como a caminhada ou o tai chi chuan. “A atividade física melhora o fluxo de energia no corpo, fortalece os órgãos internos e acelera o metabolismo”, aponta.

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