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Quais vacinas devem ser administradas ou adiadas durante a gestação?

Imunização correta protege a mãe e o bebê, mas é importante saber quais vacinas são indicadas e em que momento devem ser aplicadas

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Mulher grávida tomando vacina em casa. Conceito de vacinação contra COVID-19. Metrópoles
1 de 1 Mulher grávida tomando vacina em casa. Conceito de vacinação contra COVID-19. Metrópoles - Foto: Getty Images

Durante a gravidez, um período marcado por muitas mudanças e cuidados, é comum surgirem dúvidas sobre o que pode ou não ser feito. Entre os questionamentos está a vacinação, especialmente para as mães de primeira viagem, que muitas vezes não sabem quais imunizantes são recomendados e quais devem ser adiados.

As vacinas são parte essencial do acompanhamento pré-natal, pois ajudam a proteger a gestante e o bebê contra doenças que podem causar complicações graves.

Segundo o infectologista Rodrigo Lins, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), as vacinas sem vírus vivo atenuado são seguras para uso durante a gestação. “As vacinas recomendadas, em especial, são as contra influenza, Covid-19, hepatite B e a tríplice bacteriana (dTpa)”, explica o médico.

Na rede privada, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) já pode ser aplicada, acrescenta o especialista.

A professora de obstetrícia Flávia do Vale, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora da maternidade Perinatal Glória D’Or, detalha que cada imunizante tem um momento ideal para ser administrado.

“A da gripe pode ser aplicada em qualquer trimestre; a dTpa entre 27 e 36 semanas; a de hepatite B, se o esquema estiver incompleto; e a Covid-19, conforme o calendário atualizado”, orienta.

Já a vacina contra o VSR, mais recente, é recomendada a partir da 28ª semana para proteger o bebê contra bronquiolite e pneumonia logo após o nascimento.

O momento certo para cada imunização

Nem todas as vacinas são aplicadas de uma só vez. Isso porque o tempo da gestação influencia na resposta do corpo e na transferência de anticorpos para o bebê.

Segundo Lins, as aplicações são planejadas para garantir a formação completa dos anticorpos até o parto. “Em geral, as vacinas são indicadas a partir da 20ª semana, quando o organismo da mãe já pode transmitir a proteção ao bebê”, afirma.

Flávia explica que o primeiro trimestre é o período de maior cautela, por ser a fase de formação dos órgãos do feto.

“Sempre que possível, prioriza-se iniciar a vacinação a partir do segundo trimestre, mas nem sempre é viável esperar. Em casos de risco elevado, como durante surtos de influenza, a imunização pode ser feita ainda no início da gestação”, esclarece.

Como a vacinação protege o bebê?

Quando a gestante é vacinada, os anticorpos produzidos pelo organismo atravessam a placenta e chegam ao bebê. “Essa imunidade passiva é fundamental porque o recém-nascido ainda não pode receber várias vacinas logo após o nascimento”, afirma a professora.

A proteção transmitida pela mãe ajuda a reduzir o risco de gripe, coqueluche e infecções respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial respiratório, que estão entre as principais causas de internação infantil nos primeiros meses de vida.

Vacinas que devem ser evitadas

Durante a gravidez, é importante evitar vacinas feitas com vírus vivos atenuados, pelo risco teórico de que o vírus vacinal cause sintomas ou complicações. “Vacinas como tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, HPV e febre amarela não são indicadas para gestantes”, alerta Lins.

No caso da febre amarela, a aplicação só é considerada em situações de alto risco, quando o benefício supera os possíveis efeitos adversos.

E se o cartão de vacinas não estiver em dia?

Mesmo que a gestante não tenha o esquema vacinal completo, é possível regularizar parte das imunizações durante a gravidez. “Ela deve procurar um posto de saúde para avaliar o cartão e identificar quais vacinas podem ser aplicadas com segurança”, orienta Flávia.

As vacinas não recomendadas na gestação, como tríplice viral, varicela e HPV, devem ser deixadas para depois do parto, geralmente durante o puerpério, período em que a mulher ainda está sob acompanhamento médico.

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