Vacina: Sociedade de Imunizações se posiciona contra antecipação da D2
Em nota conjunta com a Sociedade Brasileira de Pediatria, as associações afirmam que é melhor que mais pessoas recebam a primeira dose
atualizado
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Em nota conjunta divulgada na tarde desta terça-feira (13/7), as sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm) e de Pediatria (SBP) se posicionaram contra a antecipação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e Pfizer para evitar a disseminação da variante Delta no Brasil. Na última semana, vários estados decidiram diminuir o tempo entre as doses para aumentar a proteção contra a nova cepa.
Segundo as entidades, o intervalo atual, de 12 semanas, foi pensado para acelerar o processo de vacinação em um momento de oferta limitada de imunizantes, e tem se mostrado eficiente para evitar hospitalizações e mortes. A mudança no protocolo pode prejudicar a população que ainda não recebeu a primeira dose das vacinas, já que não há produto suficiente para antecipar a segunda dose e continuar com o programa de imunização.
As duas sociedades defendem ainda que o espaço mais longo é benéfico para potencializar a eficácia dos imunizantes. “Importante lembrar que, para muitas vacinas, de maneira geral, intervalos maiores entre doses oferecem respostas imunes mais robustas após a segunda dose, o que, em princípio, pode se traduzir, inclusive, em respostas protetoras mais duradouras”, escrevem. O documento cita os exemplos de vários países, como Canadá, Escócia e Inglaterra.
Os diretores das sociedades entendem que a redução do intervalo entre as doses pode acontecer, sim, em um momento onde a transmissão comunitária do coronavírus esteja menor, e a população imunizada com pelo menos uma dose se aproxime do ideal, o que representa o cenário brasileiro no momento.
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