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Saúde

USP cria teste inédito para identificar superbactérias em 6 horas

Pesquisadores da USP criam teste similar ao de gravidez que identifica superbactérias em seis horas, diminuindo tempo de triagem

22/07/2026 13:08, atualizado 22/07/2026 13:21
Getty Images
Ilustração de bactérias Enterobacteriaceae. Bactérias individuais são mostradas como formas de haste rosa com múltiplos flagelos semelhantes a pelos usados ​​para motilidade. - Metrópoles

Uma parceria entre pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital das Clínicas da FMUSP conseguiu criar um teste que pode identificar superbactérias resistentes ao antibiótico carbapenêmico, usado em graves infecções, em seis horas.

Publicado recentemente no PubMed e em outros periódicos científicos internacionais, o método, similar a um teste de gravidez, pode encurtar o tempo para identificar uma das bactérias consideradas as mais perigosas para os médicos, as enterobactérias resistentes. Hoje, o exame demora três dias.

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De acordo com os pesquisadores, esse teste significa um avanço na identificação tardia de um grupo de bactérias intestinais comuns, como a Klebsiella pneumoniae e a Escherichia coli, diminuindo o risco de transmissão prolongada e de isolamento do paciente.

Atualmente, quando há suspeita de que um indivíduo está infectado com uma enterobactéria resistente a carbapenêmicos (CRE), no método tradicional, ele deve ficar isolado por três dias.

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Destaques do estudo

  • Detecção tardia da superbactéria CRE em hospitais aumenta o risco de contágio e prolonga o isolamento de pacientes.
  • O estudo comparou a triagem tradicional (cultura) com métodos rápidos (PCR e teste imunocromatográfico – ICT) em duas UTIs.
  • O teste ICT mostrou alta precisão (91% de sensibilidade e 99% de especificidade) na identificação da bactéria.
  • Os testes rápidos reduziram drasticamente o tempo de diagnóstico e de isolamento, provando ser uma solução prática e viável.

O novo teste imunocromatográfico (TIC) reduz esse tempo em mais de 60 horas para obter o diagnóstico, sendo essencial na prevenção e no controle de infecções, além de melhorar a eficácia do tratamento.

Os pesquisadores fizeram um estudo quase-experimental em duas unidades de terapia intensiva (UTIs) de hospitais do país. Eles avaliaram a prevalência de CRE na admissão, a taxa de internação em UTI, o tempo de início ou interrupção de precauções de contato e os desempenhos dos testes.

Foram analisados 1.128 pacientes durante o período basal e 385 durante a intervenção. De 5% a 12% estavam colonizados por CRE na admissão. O teste apresentou 91% de sensibilidade, 99% de especificidade, 86% de valor preditivo positivo e 99% de valor preditivo negativo para a detecção de CRE.

Os cientistas concluíram que os testes imunocromatográficos (TICs) são uma opção prática de rastreio, além de serem economicamente viáveis com recursos limitados.