USP cria teste inédito para identificar superbactérias em 6 horas
Pesquisadores da USP criam teste similar ao de gravidez que identifica superbactérias em seis horas, diminuindo tempo de triagem

Uma parceria entre pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital das Clínicas da FMUSP conseguiu criar um teste que pode identificar superbactérias resistentes ao antibiótico carbapenêmico, usado em graves infecções, em seis horas.
Publicado recentemente no PubMed e em outros periódicos científicos internacionais, o método, similar a um teste de gravidez, pode encurtar o tempo para identificar uma das bactérias consideradas as mais perigosas para os médicos, as enterobactérias resistentes. Hoje, o exame demora três dias.

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Ver todasDe acordo com os pesquisadores, esse teste significa um avanço na identificação tardia de um grupo de bactérias intestinais comuns, como a Klebsiella pneumoniae e a Escherichia coli, diminuindo o risco de transmissão prolongada e de isolamento do paciente.
Atualmente, quando há suspeita de que um indivíduo está infectado com uma enterobactéria resistente a carbapenêmicos (CRE), no método tradicional, ele deve ficar isolado por três dias.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaDestaques do estudo
- Detecção tardia da superbactéria CRE em hospitais aumenta o risco de contágio e prolonga o isolamento de pacientes.
- O estudo comparou a triagem tradicional (cultura) com métodos rápidos (PCR e teste imunocromatográfico – ICT) em duas UTIs.
- O teste ICT mostrou alta precisão (91% de sensibilidade e 99% de especificidade) na identificação da bactéria.
- Os testes rápidos reduziram drasticamente o tempo de diagnóstico e de isolamento, provando ser uma solução prática e viável.
O novo teste imunocromatográfico (TIC) reduz esse tempo em mais de 60 horas para obter o diagnóstico, sendo essencial na prevenção e no controle de infecções, além de melhorar a eficácia do tratamento.
Os pesquisadores fizeram um estudo quase-experimental em duas unidades de terapia intensiva (UTIs) de hospitais do país. Eles avaliaram a prevalência de CRE na admissão, a taxa de internação em UTI, o tempo de início ou interrupção de precauções de contato e os desempenhos dos testes.
Foram analisados 1.128 pacientes durante o período basal e 385 durante a intervenção. De 5% a 12% estavam colonizados por CRE na admissão. O teste apresentou 91% de sensibilidade, 99% de especificidade, 86% de valor preditivo positivo e 99% de valor preditivo negativo para a detecção de CRE.
Os cientistas concluíram que os testes imunocromatográficos (TICs) são uma opção prática de rastreio, além de serem economicamente viáveis com recursos limitados.



