Urologista esclarece se há benefícios em ficar sem cueca

Cueca tem papel importante na proteção da região peniana, porém o “respiro” do local também pode trazer benefícios. Veja quais

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Se tem um companheiro fiel na vida de um homem se chama cueca. A peça de roupa é essencial para todo o tipo de ocasião e acompanha o público masculino onde eles vão. No entanto, como toda relação saudável, é preciso ter um tempo para si também e, segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, deixar o saco escrotal “livre” em certas ocasiões traz benefícios reais. 

A principal vantagem da prática de deixar a cueca de lado por um tempo é a ventilação na região genital. Assim, há uma melhor circulação do ar e redução de umidade no local, o que, consequentemente, faz a proliferação de fungos cair e o risco de infecções como a micose diminuir.

“Essa ventilação também contribui para uma melhor oxigenação da pele e para a manutenção de uma temperatura mais adequada na região íntima”, explica o urologista Thiago Vilela Castro, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília.

Em alguns casos, o elástico ou o tecido sintético da cueca pode causar dermatites ou irritações. Ficar sem a peça ajuda. “Isso pode ser particularmente útil após cirurgias ou em situações em que haja dor, sensibilidade ou irritação local, desde que essa decisão seja avaliada individualmente”, diz a dermatologista Maria das Graças Leto, da clínica AMO, em Salvador.

Ficar sem cueca aumenta a fertilidade?

A produção de novos espermatozoides ocorre em temperaturas ligeiramente abaixo da do corpo. Por isso, criou-se a teoria de que ficar sem cueca poderia ajudar na fertilidade, auxiliando justamente na fabricação de mais exemplares da célula reprodutiva masculina. No entanto, ainda não há um consenso sobre a hipótese. 

“Não há evidências clínicas conclusivas que comprovem que deixar de usar cueca realmente melhora a fertilidade masculina. Ou seja, é uma possibilidade teórica, mas ainda não confirmada por estudos científicos robustos”, avalia Castro.

O outro lado do genital livre

Se por um lado não usar cueca ajuda na ventilação e protege contra a proliferação de fungos, por outro, deixar o genital solto por aí também pode trazer prejuízos. Em locais com maior risco de contaminação, como hospitais, locais públicos ou mal higienizados, a falta da peça íntima deixa o órgão mais suscetível ao contato com substâncias com potencial nocivo. 

“A cueca serve como uma barreira que absorve o suor e resíduos de urina. Sem ela, esses fluidos vão direto para a calça, que geralmente não é lavada após cada uso, criando um ambiente pouco higiênico”, afirma o urologista Ricardo Ferro, do Hospital Brasília Águas Claras.

Em certas situações, como a prova de peças em lojas ou uso de roupas alugadas, Ferro diz que o uso da cueca é imprescindível para proteger a região de patógenos e substâncias químicas perigosas. Sem a higienização correta, os microorganismos têm a presença facilitada e podem se aproveitar da vulnerabilidade do indivíduo.

Cueca: a importância do “sutiã” masculino

Como a peça íntima masculina ajuda a dar sustentação aos testículos, pode-se dizer que uma das funções dela é semelhante a do sutiã para as mulheres. Ao manter uma posição mais elevada e confortável para o saco escrotal, a cueca evita desconfortos ou pequenos traumas, especialmente em atividades que envolvam balanço constante.

“A cueca funciona como uma camada de proteção extra, evitando o contato direto da pele com roupas mais ásperas, sujeira ou superfícies potencialmente contaminadas — algo especialmente relevante durante práticas esportivas ou em ambientes menos limpos”, ressalta Castro.
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Modelos de algodão são os mais indicados
Uso de cueca também pode previnir problemas dermatológicos
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Uso de cueca também pode previnir problemas dermatológicos

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Modelos de algodão são os mais indicados
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Modelos de algodão são os mais indicados

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Para os especialistas, na hora de escolher a peça ideal, é recomendável escolher as que tenham tecidos compostos por fibras naturais, em especial o algodão. “Esse material absorve melhor o suor e permite maior ventilação”, destaca a dermatologista.

Por outro lado, roupas íntimas sintéticas tendem a reter mais calor e umidade, favorecendo a ocorrência de problemas dermatológicos. “A escolha do tecido é tão relevante quanto a decisão de usar ou não a peça íntima”, avalia Maria das Graças.

Afinal, na hora de dormir: é melhor com ou sem cueca?

A escolha é totalmente particular. Para quem quer ter mais ventilação e diminuir o calor na região genital, o ideal é deixá-la livre. Já para quem prefere mais proteção, o recomendável é usar peças de algodão e,  de preferência, samba-canção, visando um “respiro” da região.

Independentemente de quanto tempo a cueca será utilizada, é importante higienizá-la da forma correta. Segundo a dermatologista, entre os principais passos estão:

  • Lavar as cuecas com sabão ou sabonete neutro;
  • Evitar produtos que deixem resíduos, como amaciantes em excesso;
  • Usar a peça apenas quando estiver completamente seca.

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