UnB busca voluntários de estudo iniciado há 13 anos no DF
Pesquisa tenta reencontrar participantes avaliados na adolescência e recruta novos voluntários para acompanhar a saúde dos jovens no DF
atualizado
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Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) tentam reencontrar jovens que participaram, ainda na adolescência, de um estudo sobre a saúde dos estudantes no Distrito Federal. A nova etapa da pesquisa quer avaliar como estão os voluntários mais de uma década depois.
O trabalho faz parte do ERICA Long DF, continuação do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, realizado em 2013 e 2014. Na época, cerca de 1,8 mil estudantes de 40 escolas públicas do DF participaram da investigação. Hoje, esses voluntários têm entre 24 e 30 anos.
O objetivo é entender como os fatores alimentação, atividade física, tabagismo e uso de cigarros eletrônicos podem ter influenciado na saúde desse grupo ao longo do tempo. Até agora, pouco mais de 100 ex-participantes foram localizados, e a equipe da UnB tenta ampliar esse número para tornar os resultados mais robustos.
Segundo a professora Kenia Mara Baiocchi de Carvalho, do Departamento de Nutrição da UnB e líder do estudo, acompanhar os mesmos indivíduos ao longo dos anos permite entender melhor como hábitos e fatores ambientais impactam a saúde.
“Esse tipo de estudo oferece resultados com maior robustez científica em comparação a análises pontuais. Assim, conseguimos investigar de forma mais aprofundada os efeitos de diferentes fatores sobre a saúde e propor políticas públicas mais eficazes para prevenir doenças crônicas”, afirma a professora em comunicado.
Exames gratuitos e nova etapa da pesquisa
A nova fase do estudo inclui uma série de avaliações clínicas e exames gratuitos que ajudam a traçar um panorama detalhado da saúde dos participantes. Entre eles estão exames de sangue completos, eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassonografia abdominal e medição da pressão arterial.
Também fazem parte da avaliação, exames mais específicos, como retinografia, que registra imagens do fundo do olho para identificar alterações precoces, e espirometria, que avalia a função pulmonar. Há ainda testes de olfato e medições físicas, como peso, altura e circunferência da cintura.
Os voluntários também devem responder a questionários sobre hábitos de vida, alimentação e rotina de atividade física. Em alguns casos, os participantes podem ser convidados a utilizar acelerômetros, dispositivos que monitoram o nível de movimento ao longo do dia.
Os exames são realizados em Brasília, em centros parceiros do Hospital Universitário de Brasília, que fica na Quadra 605 da Asa Norte, e em uma unidade do laboratório Sabin, localizada na Quadra 608 Norte.

Busca por participantes
Localizar os participantes da primeira fase do estudo tem sido um dos principais desafios da equipe. Muitos mudaram de cidade ou trocaram de número de telefone desde que participaram da pesquisa, há mais de 10 anos.
Além disso, os pesquisadores relatam que alguns ex-voluntários ficam receosos de responder às mensagens por medo de golpes. Outro obstáculo é que jovens adultos costumam procurar menos serviços de saúde, o que dificulta a adesão a avaliações preventivas.
“É desafiador localizar os mesmos indivíduos avaliados há mais de 12 anos. Pedimos que esses ex-participantes voltem para que possamos atualizar os exames e realizar novas avaliações. A colaboração deles é fundamental para fortalecer a pesquisa e entender melhor a saúde dessa geração”, afirma a professora Kenia.
Além de tentar reencontrar os voluntários originais, o estudo está recrutando novas pessoas na mesma faixa etária, entre 24 e 30 anos, para permitir comparações com o grupo acompanhado desde a adolescência.
Os participantes recebem os resultados completos dos exames realizados e contam com auxílio para deslocamento até os locais de avaliação, além de atestado de comparecimento quando necessário. A expectativa é de que os primeiros resultados do estudo sejam divulgados em 2027.
Os interessados em participar ou que tenham feito parte da primeira etapa do estudo podem entrar em contato com a equipe de pesquisa pelo WhatsApp no número (61) 9214-3256 ou pelo Instagram do projeto. Os atendimentos são realizados em datas previamente agendadas.
