Tutores de gatos são mais felizes, aponta pesquisa que analisou 93 países
Estudo analisou 93 países e identificou relação entre regiões com densidade maior de gatos a populações mais felizes
05/10/2026 13:08, atualizado 05/10/2026 13:23

Ter gato pode aumentar a felicidade de uma população. É o que aponta um estudo mexicano publicado em 30 de setembro na revista PLOS One. De acordo com a análise, a felicidade dos habitantes de um país é influenciada por relações que vão além de questões econômicas básicas, levando em consideração fatores biológicos e ecológicos também.
Para entender essa relação, os pesquisadores examinaram dados disponíveis em 93 países, analisando a relação entre índices de felicidade, densidade de gatos e prevalência de Toxoplasma gondii, um parasita que afeta uma em cada três pessoas e tem o gato como seu principal hospedeiro.
O objetivo do estudo foi fazer esse contraposto entre ter um gato como animal de estimação poder fazer diferença no índice de felicidade e se o risco de infecção pelo parasita poderia afetar isso.
Segundo a análise, os países com maiores números de gatos estão relacionados a melhores índices de felicidade, mas também que os que apresentam maior prevalência de Toxoplasma estão relacionados a menores índices de felicidade.
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Ver todasEmbora geralmente o T. gondii seja inofensivo e assintomático para grande parte das pessoas, ele pode causar graves problemas em grupos vulneráveis e tem sido associado à ansiedade, depressão e esquizofrenia.
Outros aspectos também foram analisados na pesquisa, como a riqueza, já que esse é um fator social que pode influenciar uma vida feliz e confortável.
Na China, por exemplo, o estudo identificou um índice de felicidade um pouco acima da média e um número relativamente menor de gatos e níveis médios de prevalência de toxoplasmose.
“O que descobrimos é que os países com mais gatos tendiam a relatar níveis mais altos de felicidade, enquanto os países com maior exposição ao Toxoplasma gondii tendiam a relatar níveis mais baixos de felicidade”, disseram os autores.
Com isso, os pesquisadores indicam que a influência dos felinos no bem-estar pode refletir condições econômicas favoráveis. Renda elevada e saúde pública de qualidade impactam positivamente tanto a posse de pets quanto o controle de parasitas.
“Isso contraria a suposição simplista de que ter mais gatos significa necessariamente maior exposição a parasitas e sugere que fatores como manejo de animais de estimação, saneamento e condições socioeconômicas podem ser importantes”, destaca o biólogo Javier I. Borráz-León, do Instituto Nacional de Psiquiatria Ramón de la Fuente Muñiz, no México, principal autor do estudo, em comunicado.
Mesmo com os dados obtidos, os pesquisadores defendem que o estudo precisa de pesquisas futuras para determinar os mecanismos subjacentes.



