Trump reclassifica maconha como substância menos perigosa. Entenda

Reclassificação da maconha por Trump torna as regras para regulamentação da substância menos rigorosas, mas não legaliza seu uso

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pramote Polyamate/Getty Images
Folhas de maconha, cannabis em fundo escuro, belo cenário, cultivo indoor. Metrópoles
1 de 1 Folhas de maconha, cannabis em fundo escuro, belo cenário, cultivo indoor. Metrópoles - Foto: Pramote Polyamate/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclassificou a maconha medicinal como uma substância menos perigosa no país. Na prática, a decisão diminui as restrições em âmbito federal sobre a droga para uso médico. A medida foi determinada nessa quinta-feira (23/4), após o procurador-geral interino do mandatário, Todd Blanche, assinar a ordem de alteração classificatória.

A decisão não se trata de uma legalização da maconha para uso medicinal ou recreativo a nível federal, mas muda a forma de regulamentação da substância. Anteriormente, a cannabis estava na Lista I, a categoria onde estão drogas com uso médico não reconhecido; agora ela passa para para a Lista III, categoria em que as regras para regulamentação são menos rigorosas. 

Além disso, a ordem beneficia os operadores de maconha medicinal licenciados nos Estados Unidos, dando-lhes uma isenção fiscal maior e tornando mais brandas alguns obstáculos em relação à pesquisa sobre a cannabis para uso médico. 

Segundo Blanche, a reclassificação da maconha é o cumprimento de uma promessa de Trump para ampliar o acesso dos norte-americanos a mais tratamentos médicos. Desde dezembro, o presidente pressionava para mudar a categoria da cannabis, a tornando uma substância menos perigosa.

“Essa reclassificação permite pesquisas sobre a segurança e a eficácia dessa substância, proporcionando, em última análise, melhor atendimento aos pacientes e informações mais confiáveis ​​aos médicos”, afirma o procurador-geral interino em comunicado.

Regras para cannabis medicinal no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu, pela primeira vez, em janeiro deste ano, novas regras para a produção de cannabis medicinal, seguindo a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que exigia um marco regulatório.

Antes das regras serem aprovadas pela agência, o país não contava com normas específicas para o cultivo e a produção da planta, o que causava insegurança jurídica para empresas, pesquisadores e associações de pacientes.

A regra brasileira para cannabis permite que:

  • Somente pessoas jurídicas produzam cannabis medicinal, mediante autorização sanitária.
  • O cultivo deve ser limitado a plantas com até 0,3% de THC, substância associada aos efeitos psicoativos.
  • Todo o processo deve ser monitorado — do plantio ao produto final — com rastreabilidade e análises laboratoriais.
  • A produção tenha finalidades específicas, como fabricação de medicamentos, pesquisa científica ou atendimento a associações sem fins lucrativos.
 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?