Surto de meningite deixa mortos e mobiliza autoridades no Reino Unido
Casos de meningite ligados a boate e universidade levam a uso de antibióticos e vacinação emergencial para conter avanço da doença
atualizado
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Autoridades de saúde do Reino Unido intensificaram medidas para conter um surto de meningite registrado na região de Kent, no sudeste da Inglaterra. Até o momento, duas mortes foram confirmadas e pelo menos 15 casos estão sob investigação, segundo atualização divulgada pelo governo britânico nesta terça-feira (17/3).
O surto está associado a pessoas que frequentaram a boate Club Chemistry, na cidade de Canterbury, entre os dias 5 e 7 de março. Parte dos infectados também tem ligação com a Universidade de Kent, onde estudantes foram orientados a procurar atendimento e iniciar o uso de antibióticos preventivos.
Segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA, sigla em inglês), alguns dos casos foram identificados como meningite do tipo B, uma forma bacteriana considerada mais grave. Esse tipo da doença pode levar à morte em cerca de um a cada dez casos.
Diante da situação, a universidade organizou uma clínica para distribuição de antibióticos e atendimento aos estudantes. A recomendação foi estendida a qualquer pessoa que tenha estado na boate no período indicado.
Medidas emergenciais e vacinação
De acordo com o governo britânico, a prioridade inicial é proteger pessoas que tiveram contato próximo com os casos confirmados, já que o tratamento preventivo é considerado eficaz para evitar novos contágios.
O surto também levou ao fechamento temporário da boate associada aos casos. Em comunicado nas redes sociais, o estabelecimento informou que um funcionário está em tratamento e que a suspensão das atividades ocorreu por precaução.
O que é a meningite?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes e, em alguns casos, evolui rapidamente, podendo levar a complicações graves.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Em situações mais graves, podem surgir confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e manchas na pele.
A forma bacteriana, como a identificada em parte dos casos no Reino Unido, costuma ser mais grave e exige atendimento médico imediato. A prevenção pode incluir vacinação e, em situações específicas, o uso de antibióticos para pessoas expostas ao risco.
