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Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria defende retorno seguro às salas de aulas

Entidade divulgou documento nesta sexta (29/1) com orientações para que escolas façam adaptação de seus espaços aos protocolos sanitários

29/01/2021 17:59, atualizado 29/01/2021 18:00
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Aluna de escola privada

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou documento, nesta sexta-feira (29/1), em que defende o retorno seguro de estudantes às salas de aula do país. O principal argumento da entidade se refere à maneira como a Covid-19 afeta o grupo de crianças e adolescentes.

De acordo com o texto, baseado nas informações obtidas em pesquisas internacionais, as crianças representam menos de 1% da mortalidade e respondem por 2-3% do total das internações por Covid-19. “A maioria apresenta quadro leve ou assintomático e os casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica, provavelmente associada à Covid-19, ocorrem com incidência muito baixa.”  Neste sentido, os pediatras consideram que, a adoção de protocolos de segurança pode ser efetiva para que os estudantes não arquem com prejuízos em relação ao processo pedagógico.

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Desigualdades
Os médicos ponderam, entretanto, que as desigualdades existentes no Brasil podem dificultar a adoção dos protocolos de segurança, especificamente, quando se trata das escolas públicas. Neste sentido, cobram dos gestores federais, estaduais e municipais que se adequem para que não haja riscos para a comunidade escolar.

“Os pediatras consideram indispensável a responsabilização das autoridades públicas, nas três esferas de governo (municipal, estadual e federal) para solucionar o problema da volta às aulas, o que implicaria na tomada de uma série de decisões. De forma geral, a SBP afirma que os gestores devem oferecer com urgência planejamento estratégico, inclusive do ponto vista orçamentário, para que sejam aperfeiçoadas as condições estruturais e de gestão nas escolas, focados no controle de riscos contra a Covid-19.”

Recomendações
A entidade sugere que escolas públicas e particulares executem um planejamento de acordo com suas realizadas locais, levando em conta as dimensões do prédio e das salas, a ventilação dos ambientes, as áreas ao ar livre,  a quantidade e a faixa etária dos estudantes, o número de profissionais que atuam na escola, a disponibilidade de máscaras e de produtos de higienização dos ambientes e das mãos. Também reforça a necessidade da testagem para casos suspeitos e de mobilização interna capaz de identificar os contactantes em situações onde haja casos suspeitos.

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Como medidas complementares, a SBP sugere que sejam providenciadas a estruturação dos refeitórios em ambiente escolar; assegurados cuidados com as pessoas sintomáticas; emitidos informes para pais, alunos e professores sobre possíveis medidas protetivas, como uma nova quarentena. Também reforça a necessidade de sinalização das escolas com cartazes indicando o fluxo de pessoas e orientações sobre o uso de máscaras, distanciamento social e higienização, bem como a indicação dos locais com dispensadores de álcool.