Oncologista indica quais são os sintomas iniciais de câncer no fígado
Especialistas explicam quais sintomas merecem atenção e quem está no grupo de risco para desenvolver o câncer no fígado
atualizado
Compartilhar notícia

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, em 2026, 12.350 pessoas serão diagnosticadas com câncer de fígado. A doença, que é desencadeada normalmente em pessoas que já têm problemas crônicos no órgão, está relacionada à inflamação crônica.
O problema é que, nas fases iniciais, o câncer de fígado pode não causar nenhum sintoma. Por isso, muitos casos são descobertos apenas em exames de rotina ou quando o tumor já está avançado. O acompanhamento médico é essencial para quem faz parte do grupo de risco.
Principais sintomas de câncer no fígado
- Dor na parte superior direita do abdômen.
- Perda de peso sem explicação.
- Falta de apetite.
- Cansaço constante.
- Inchaço abdominal.
- Pele e olhos amarelados (icterícia).
- Náuseas e vômitos.
Fígado doente é principal fator de risco
De acordo com o oncologista Artur Rodrigues Ferreira, da Oncoclínicas, as principais causas do câncer de fígado estão ligadas à inflamação crônica do órgão. O especialista explica que doenças como hepatites virais causadas pelos vírus B ou C, consumo excessivo de álcool e cirrose aumentam significativamente o risco.
“A vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente pelo SUS e é considerada uma forma de prevenção contra o câncer de fígado. Apesar de não existir uma vacina para a infecção pelo vírus C, novos tratamentos, também oferecidos de forma gratuita na rede pública, podem curar cerca de 90% dos casos da hepatite”, explica o oncologista Artur Rodrigues Ferreira, da Oncoclínicas.
O gastroenterologista Guilherme Felga, do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que mudanças de hábitos também podem ajudar na prevenção do câncer de fígado. Controlar o peso e evitar o excesso de álcool são medidas importantes para controlar condições associadas e diminuir o risco da doença.
“O estilo de vida não é o único fator determinante, mas também influencia. Sabemos que obesidade, diabetes, tabagismo e consumo de álcool aumentam o risco da ocorrência de câncer no fígado”, adverte. A gordura acumulada no fígado, comum em casos de obesidade e diabetes, também tem se tornado um fator de risco relevante para o câncer nos últimos anos.
Como é o tratamento
Quando os sintomas aparecem, geralmente indicam que o câncer de fígado está em estágio mais avançado. Por isso, é importante procurar avaliação médica diante de sinais persistentes, especialmente se a pessoa já tiver histórico de problemas hepáticos.
O tratamento depende do estágio do tumor e das condições do paciente. Pode incluir cirurgia, transplante, terapias locais ou medicamentos. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de controle. Quem tem cirrose, hepatite crônica ou outros problemas no fígado deve manter acompanhamento regular, mesmo que não tenha sintomas.














