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Endocrinologistas listam os principais sintomas do hipotireoidismo

O hipotireoidismo é a doença mais comum da tireoide. Queda nos hormônios pode causar cansaço excessivo e ganho de peso, mas tem sinais sutis

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Foto colorida de mãos femininas segurando "maquete" de tireoide - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mãos femininas segurando "maquete" de tireoide - Metrópoles - Foto: sasirin pamai/Getty Images

O mais comum entre os distúrbios da tireoide, o hipotireoidismo é definido como uma diminuição da produção dos hormônios da tireoide. Estima-se que entre 2% e 15% da população tenha a condição, que ocorre principalmente em mulheres, especialmente acima dos 45 anos.

“A tireoide é uma pequena glândula no pescoço com um impacto enorme no corpo inteiro. Quando algo não vai bem, o organismo costuma dar sinais. O problema é que esses sintomas são facilmente confundidos com estresse, cansaço ou ‘fase da vida'”, explica a endocrinologista Wanessa Stival, da clínica Hewa.

A médica conta que é comum observar pensamento mais lento, cansaço persistente, ganho de peso, retenção de líquido e alterações de humor em pacientes com a condição. Porém, os sintomas são sutis, progressivos e, muitas vezes, ignorados.


Principais sintomas do hipotireoidismo

  • Depressão;
  • Desaceleração dos batimentos cardíacos;
  • Intestino preso;
  • Menstruação irregular;
  • Falhas de memória;
  • Cansaço excessivo;
  • Dores musculares;
  • Pele seca;
  • Queda de cabelo;
  • Ganho de peso;
  • Intolerância ao frio.

Doença de fácil tratamento

“A causa mais comum do hipotireoidismo é uma doença autoimune que acontece quando existe produção de anticorpos contra uma enzima da tireoide. É a chamada de tireoidite de Hashimoto. Ela causa uma inflamação na tireoide que diminui a produção hormonal”, explica o endocrinologista Rafael Selbach Scheffel, coordenador do departamento de Tireoide da SBEM.

O diagnóstico do hipotireoidismo não é complicado, mas exige que exames de rotina sejam feitos com peridiocidade. Exames de sangue que meçam a presença da tireotrofina (TSH) e o hormônio da tireoide (T4) são usados para identificar a doença, e devem ser avaliados em conjunto com o contexto, histórico familiar, uso de medicamentos e até fases hormonais da vida.

Assim como o exame é simples, o tratamento também é. A reposição hormonal pode ser feita diariamente por meio de um comprimido — a dose é definida pelo médico, de acordo com o peso do paciente e outras informações clínicas. Nem todos os casos exigem medicação diária.

“A tireoide pode ser pequena, mas quando ela sai do eixo, impacta energia, peso, humor, fertilidade e qualidade de vida. E muitas vezes, o que parece cansaço comum tem explicação e solução”, afirma Wanessa.

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