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Saúde

Sentindo-se observado? Alucinação pode ser um sintoma de Parkinson

Pesquisadores constataram que a sensação de ser observado aparece antes mesmo dos tremores para um terço dos pacientes com Parkinson

30/06/2023 14:32, atualizado 30/06/2023 14:57
Williams+Hirakawa
Homem sozinho dentro de sala olhando pelos cantos com medo de ser observado

A sensação de estar sendo observado pode ser preocupante: mesmo sozinhas, algumas pessoas acham que há alguém as vigiando. Segundo um estudo publicado na revista Nature Mental Health nessa quinta-feira (29/6), esse sentimento pode ser um sinal da doença de Parkinson e indicaria o início do declínio cognitivo.

De acordo com a equipe de pesquisadores da Suíça e Espanha responsável pelo estudo, metade das pessoas com Parkinson tem alucinações regularmente. Para um terço dos pacientes, a sensação de estar sendo observado aparece antes mesmo dos tremores, que são os sintomas mais conhecidos da doença.

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Os resultados da pesquisa têm como base a análise de 75 pacientes com Parkinson. Os participantes, com idades entre 60 e 70 anos, passaram por entrevistas neuropsicológicas para avaliar o declínio cognitivo e exame de eletroencefalograma (EEG) para analisar o cérebro em repouso.

A equipe constatou que o declínio cognitivo da função executiva frontal – que abrange atenção, resolução de problemas, regulação emocional e controle de impulsos – foi mais rápido ao longo de cinco anos entre os pacientes que tiveram alucinações no início da doença.

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“Agora sabemos que alucinações precoces devem ser levadas a sério na doença de Parkinson”, alerta o neurologista Olaf Blanke, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, em entrevista ao Eureka Alert.

Alteração de ritmo

O nível de declínio cognitivo ao longo dos cinco anos analisados está associado ainda a uma oscilação na atividade da parte do cérebro associada ao controle cognitivo e à resolução de conflitos.

Os pesquisadores acreditam que uma oscilação nesse ritmo é o motivo da sensação de ser observado, pois apenas pacientes com esse sintoma apresentaram a alteração cerebral. Os cientistas reconhecem que ainda são necessárias mais análises para confirmar a relação entre o sintoma e a doença.

A equipe alerta que qualquer pessoa com Parkinson que tenha alucinações de presença deve relatar a experiência a seus médicos. A sensação de ser observado muitas vezes é negligenciada pelos pacientes.

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Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular
Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura
Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos
Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida
Parkinson é uma doença neurológica caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina
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Parkinson é uma doença neurológica caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina

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Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular
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Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular

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Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura
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Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura

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Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono
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Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos

Ilya Ginzburg / EyeEm/ Getty Images
Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida
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Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida

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Sentindo-se observado? Alucinação pode ser um sintoma de Parkinson - imagem 7
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O Parkinson não tem cura, mas o tratamento pode diminuir a progressão dos sintomas e ajudar na qualidade de vida. Além de remédio, é necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Em alguns casos, há possibilidade de cirurgia no cérebro
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O Parkinson não tem cura, mas o tratamento pode diminuir a progressão dos sintomas e ajudar na qualidade de vida. Além de remédio, é necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Em alguns casos, há possibilidade de cirurgia no cérebro

Andriy Onufriyenko/ Getty Images

As alucinações são definidas como falsas percepções da experiência sensorial, geralmente decorrentes de anormalidades na função cerebral e, portanto, não é de surpreender que elas se tornem mais prevalentes em doenças neurológicas, como o Parkinson.

O próximo passo dos pesquisadores é investigar se a alucinação pode aparecer em outras doenças neurodegenerativas. “Até agora, só temos evidências que ligam o declínio cognitivo e as alucinações precoces para a doença de Parkinson, mas também podem ser válidas para outras doenças neurodegenerativas“, diz Blanke.

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