Segundo estudo, tomar sol faz bem para o cérebro e retarda demência

Pessoas com altos níveis da vitamina D no cérebro têm 33% menos chance de desenvolver demência, de acordo com pesquisa americana

atualizado 08/12/2022 17:51

Foto colorida de mulher tomando sol-Metrópoles Getty Images

A exposição ao sol ativa a produção de vitamina D no corpo. O hormônio aumenta a absorção intestinal de cálcio, auxiliando na formação e manutenção de ossos e dentes. Como se esses já não fossem benefícios suficientes, um novo estudo revelou que pessoas com altos níveis da vitamina D no cérebro têm 33% menos chances de desenvolver demência.

O artigo, publicado na revista Alzheimer’s and Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, faz parte de uma iniciativa da Universidade Rush, nos Estados Unidos. Para a pesquisa, os médicos examinaram amostras do tecido cerebral de 290 pessoas em um estudo de longo prazo que começou em 1997.

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Os participantes se submeteram a um exame cognitivo todos os anos, até a morte. A avaliação era feita através de testes e, depois de falecer, o cérebro, medula espinhal e músculos dos voluntários foram doados para análise. Tecidos de quatro partes do cérebro foram examinados ​​quanto aos níveis de vitamina D e sinais de demência.

Nenhum dos participantes tinha demência quando ingressaram no estudo, mas quando morreram, 113 já havia sido diagnosticados e 68 mostravam comprometimento cognitivo leve.

Os pesquisadores que fizeram a avaliação nos cérebros não sabiam quais voluntários foram dignosticados com demência ou deficiências cognitivas. Os resultados foram comparados com a avaliação clínica final da situação do cérebro feita antes do falecimento.

As análises mostraram que pessoas com níveis mais altos de vitamina D no cérebro tinham entre 25% e 33% menos probabilidade de desenvolver demência. Constatou-se, então, que a vitamina D presente de forma elevada nas quatro partes do tecido cerebral está ligada a uma melhor cognição.

De acordo com a nutricionista clínica responsável pela pesquisa, Sarah Booth, a vitamina D está presente em quantidades razoáveis ​​no cérebro, e tem correlação com o menor declínio na atividade cognitiva.

Contudo, Sarah ressalta que são necessárias mais pesquisas para identificar a quais doenças do sistema nervoso a ausência de vitamina D está ligada, para que se possa projetar intervenções futuras.

A profissional alerta que além do sol, outra forma de absorver o hormônio é através dos alimentos. “Isso pode ser alcançado com uma dieta balanceada, ingerindo alimentos ricos em vitamina D. Um filé de salmão, por exemplo, contém toda a vitamina D necessária para o dia”, recomenda.

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