Saiba reconhecer e lidar com os sintomas de um ataque de pânico

Os ataques são caracterizados por palpitações, tremores, dores no peito e a sensação de que se vai morrer. Acompanhamento clínico é necessário

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atualizado 30/05/2019 15:50

Um ataque de pânico é um surto abrupto, que causa medo intenso de morrer ou de perder o controle. Os sintomas físicos são palpitação, tremores, suor excessivo, dores no peito, tonturas, náuseas, falta de ar e formigamento e, geralmente, a crise ocorre em poucos minutos. O ataque de pânico integra o rol dos transtornos de ansiedade.

A psiquiatra Monique Scalco explica que, caso episódios assim sejam frequentes, o paciente pode estar como síndrome do pânico – mal que exige acompanhamento médico e psicológico. “O medo de ter novas crises, inclusive, pode desencadear outros episódios. Ou seja, é uma doença que se retroalimenta, por isso a necessidade de suporte imediato”, afirma a profissional.

Segundo ela, é essencial procurar atendimento médico após um ataque de pânico para descartar possíveis doenças orgânicas, como problemas no coração ou nos pulmões. Monique esclarece que a sensação dos pacientes é a de que estão morrendo e, por isso, há a necessidade de comprovar que a origem do problema é mental.

O tratamento da síndrome do pânico é feito com antidepressivos, mas tem começo, meio e fim. Após o período estabelecido pelo médico, a pessoa receberá alta. O paciente precisa aprender a entender os sintomas para se manter o mais calmo possível e não agravar o quadro. “Quando a pessoa está no meio de um ataque de pânico, a respiração fica muito rápida. Essa hiperventilação faz com que os sintomas piorem. Mais uma vez, a crise se retroalimenta”, detalha a médica.

Para isso, algumas técnicas ajudam. A psiquiatra explica que o paciente deve buscar pontos de referência e tentar desconstruir pensamentos distorcidos provocados pela crise. A respiração diafragmática pode ser uma boa maneira de controlar uma crise. Para tanto, a pessoa deve procurar um lugar sem muitos estímulos, se sentar com as pernas descruzadas, as mãos sobre os joelhos e fechar os olhos. Nesta posição, ela deve fazer mais ou menos 10 respirações por minuto, enchendo lentamente o peito de ar e percebendo os movimentos da respiração. “O exercício ajuda a fazer com que a crise dure bem menos do que duraria”, finaliza Monique.

 

 

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