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Saúde

Saiba para quais doenças já existem remédios à base de canabidiol

Decisão da Anvisa de liberar a produção e a comercialização desses medicamentos foi elogiada por neurologistas

04/12/2019 17:40
Reprodução/Anvisa
Canabidiol

A decisão da Anvisa de liberar a produção e a comercialização de remédios à base de canabidiol foi elogiada por neurologistas, médicos da principal especialidade em que o princípio ativo é utilizado para tratar doenças.

Para os especialistas, a medida facilita o acesso e pode reduzir os custos para os pacientes. “Hoje, o processo de importação é demorado. A Anvisa demora de 45 a 60 dias para liberar a autorização. Com a nova regulamentação, o processo será muito mais ágil”, afirmou Saulo Nardy Nader, neurologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

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Para Sonia Brucki, integrante da Academia Brasileira de Neurologia, a permissão para que parte da produção ocorra em território nacional deverá baratear o produto. “Ainda é um medicamento muito caro para o paciente. A tendência é que fique mais acessível”, destacou.

Os especialistas acreditam ainda que a nova regulamentação pode fomentar mais pesquisas científicas sobre os efeitos do composto no tratamento de doenças.

Doenças controladas com medicamentos à base de maconha
Produtos à base de maconha têm sido usados mais frequentemente no tratamento de doenças e síndromes neurológicas graves, para as quais os tratamentos existentes nem sempre apresentam bons resultados como, por exemplo, epilepsias de difícil controle.

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Estudos científicos têm apontado efeitos positivos para tratar as seguintes doenças:

  • Autismo;
  • Dor crônica;
  • Epilepsia Refratária – Tipo de epilepsia em que as crises convulsivas são de difícil controle;
  • Síndrome de Dravet – Problema genético que causa numerosas crises convulsivas;
  • Doença de Huntington – Síndrome que compromete funções motoras e cognitivas;
  • Síndrome de Tourette – Distúrbio caracterizado por movimentos repetitivos incontroláveis;
  • Doença de Crohn – Inflamação crônica do intestino;
  • Esclerose Múltipla;
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – Doenças neurodegenerativas.

General
Assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas disse que “é favorável” ao aval dado ao canabidiol, mas contrário à liberação do plantio. “A fiscalização seria difícil.” Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2016, ele já teve recomendação de uso do canabidiol – mas não usa o produto.

Nesta quarta-feira (04/11/2019), o ex-comandante do Exército inaugura, em Brasília, o Instituto General Villas Bôas, que terá entre seus objetivos ajudar as pessoas com algum tipo de limitação a conviver com as doenças. (Com informações da Agência Estado)