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Saúde

Risco de coágulo após Covid é até 10 vezes maior do que tomando vacina

Estudo ainda sem revisão da comunidade científica compara a probabilidade de desenvolver coágulos que levem à trombose venosa cerebral

15/04/2021 11:46, atualizado 15/04/2021 12:01
BSIP/Universal Images Group via Getty Images
imagem de um coágulo

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo que cause trombose venosa cerebral (TVC) é de oito a 10 vezes maior depois de ter Covid-19 do que após tomar vacina. A chance de ter o sintoma após a infecção é cerca de 100 vezes maior do que entre a população saudável.

O estudo foi publicado em versão pré-print, ou seja, ainda não foi revisado pela comunidade científica. Os cientistas analisaram dados de mais de 500 mil pessoas que tiveram Covid-19, e o risco de desenvolver a TVC foi de 39 a cada um milhão de pessoas — a chance é maior em pessoas com histórico de doença cardiovascular.

Entre os 480 mil que receberam a vacina da Moderna ou da Pfizer, o risco foi de quatro a cada um milhão de pessoas imunizadas. O risco cresce para cinco a cada milhão após a aplicação da vacina de Oxford/Astrazeneca.

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Na população geral, o risco de TVC é de 0,41 a cada milhão de pessoas. “Chegamos a duas conclusões importantes. Em primeiro lugar, a Covid-19 aumenta significativamente o risco de trombose venosa cerebral, aumentando a lista de problemas de coagulação do sangue que esta infecção causa”, explica Paul Harrison, um dos responsáveis pelo levantamento.

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“Em segundo lugar, o risco da Covid-19 é maior do que nas vacinas atuais, algo que deve ser levado em consideração ao considerar o equilíbrio entre riscos e benefícios para a vacinação”, diz.

Os cientistas alertam que não é possível fazer a comparação de risco entre as vacinas, uma vez que os dados referentes à vacina de Oxford/AstraZeneca vêm da agência regulatória europeia (EMA) e as informações dos imunizantes da Moderna e Pfizer, de uma rede eletrônica de dados de saúde baseada nos Estados Unidos, onde a vacina britânica não foi aplicada.

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