Ciência descobre como reverter envelhecimento da pele com sangue jovem

Pesquisa revela fatores presentes no sangue de pessoas jovens que promovem rejuvenescimento da pele quando ativam células da medula óssea

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Jose A. Bernat Bacete /Getty Images
Mão com luvas azuis manuseando um tubo de ensaio -Metrópoles.
1 de 1 Mão com luvas azuis manuseando um tubo de ensaio -Metrópoles. - Foto: Jose A. Bernat Bacete /Getty Images

Pesquisadores descobriram parte do mecanismo por trás do chamado “efeito rejuvenescedor” do sangue jovem. A equipe demonstrou, pela primeira vez, que proteínas presentes no soro de indivíduos com menos de 30 anos só promovem rejuvenescimento de células da pele humana quando interagem com células da medula óssea.

A descoberta publicada no periódico Aging em 25 de julho só foi possível graças a um sistema avançado de “órgão-em-chip” que simulou, em laboratório, a conexão entre pele e medula, permitindo observar mudanças moleculares associadas ao envelhecimento.

No experimento, os cientistas da Beiersdorf AG, empresa alemã de dermocosméticos, compararam o impacto do soro de doadores jovens com o de doadores acima de 60 anos. Sozinho, o soro jovem não apresentou efeito expressivo sobre o tecido cutâneo.

Porém, quando esteve em contato com células da medula óssea, ele desencadeou a produção de 55 proteínas diferentes — sete delas com ação comprovada na melhora de fibroblastos e queratinócitos envelhecidos, estimulando proliferação celular, produção de colágeno, maior atividade mitocondrial e redução da “idade biológica” das células.

Os resultados foram medidos por parâmetros como metilação do DNA, taxa de divisão celular e metabolismo energético. Essas mudanças indicam que a influência do sangue jovem não está ligada apenas aos seus componentes diretos, mas também à resposta das células da medula, que funcionam como mediadoras do processo.

Embora os achados sejam promissores, os autores ressaltam que o estudo foi realizado exclusivamente em modelos de tecido cultivado in vitro, com duração máxima de cinco semanas, e que será necessário avançar para testes em organismos vivos antes de qualquer aplicação clínica.

Ainda assim, o trabalho abre a possibilidade de desenvolver novos ingredientes anti-idade — aplicados na pele ou por via injetável — e até biomarcadores para monitorar o envelhecimento cutâneo.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?