Hepatologista explica se existe remédio eficaz para gordura no fígado

Especialistas explicam quando há indicação de medicamentos e como mudanças no estilo de vida ajudam a tratar a gordura no fígado

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Imagem mostra vários tipos de remédios em cápsulas e comprimidos - Metrópoles
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A gordura no fígado, ou esteatose hepática, atinge entre 20% e 30% da população e está ligada principalmente à obesidade, diabetes e alterações metabólicas. Muitas vezes silenciosa, a condição pode evoluir para quadros mais graves.

A endocrinologista Marília Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), explica que a esteatose é o acúmulo de gordura no fígado. “Quando há inflamação, chamamos de esteato-hepatite, que pode evoluir ao longo dos anos para fibrose (a formação de cicatrizes no fígado), cirrose e até câncer de fígado”, afirma.

O diagnóstico costuma começar pelo ultrassom, mas exames como ressonância e elastografia podem ser necessários para avaliar a gravidade. Embora seja mais comum em pessoas com sobrepeso, a doença também pode afetar indivíduos magros.

Alimentação rica em ultraprocessados e açúcar em excesso contribui para o problema. Por outro lado, o consumo moderado de café pode ter efeito protetor para o fígado, segundo estudos.

Existe remédio para gordura no fígado?

De acordo com a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Brasília (Rede Américas), o tratamento é baseado antes de tudo em mudanças de estilo de vida.

“Alimentação saudável, atividade física e perda de peso são fundamentais em todos os casos. Os medicamentos entram como complemento em situações específicas”, explica.

Eles podem ser indicados quando há esteato-hepatite, fibrose ou em pacientes com obesidade e diabetes tipo 2. Entre as opções usadas em alguns casos estão vitamina E, pioglitazona e semaglutida. Novas drogas estão em estudo, mas ainda não há remédio específico para todos os pacientes.

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado
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A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial

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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares

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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome

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Reversão é possível

A gordura no fígado pode regredir, especialmente quando diagnosticada precocemente. Médicos afirmam que a perda de pelo menos 7% do peso corporal já está associada à redução do acúmulo de gordura no órgão.

A regressão da fibrose, mais tradicional em casos avançados, é mais lenta e pode levar anos, dependendo do estágio da doença e da adesão ao tratamento.

“Ainda não existe solução milagrosa. O mais eficaz é tratar a causa da doença, com mudança de hábitos sustentada ao longo do tempo”, reforça Trevizoli.

Os especialistas destacam que o acompanhamento médico é essencial para monitorar a evolução do quadro e ajustar as estratégias terapêuticas.

Além de afetar o fígado, a esteatose hepática está associada a maior risco cardiovascular e a doenças metabólicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Por isso, o manejo deve ser integrado, com controle do peso, alimentação equilibrada, atividade física regular e seguimento clínico contínuo.

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