Queda na cobertura vacinal no continente americano preocupa Opas

Diretora da entidade chama a atenção para a possibilidade de surtos de doenças já controladas, pois menos crianças estão sendo imunizadas

atualizado 28/07/2021 13:31

Karina Zambrana/OPAS/OMS

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28/7), a diretora da Organização Pan Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, chamou a atenção para a queda na cobertura vacinal de outros imunizantes além do contra o coronavírus. O Brasil foi citado como exemplo negativo, com uma queda de mais de 10% na vacinação contra o sarampo.

“Se não revertermos esse quadro, corremos o risco de uma avalanche de surtos de doenças na América Latina. A Covid-19 não vai ser a única emergência demandando a atenção dos governos”, afirmou.

Ela disse que, em vários países, a atenção primária foi impactada pela pandemia, e que é necessário investir em profissionais de saúde e garantir que eles tenham as ferramentas para manter o cuidado da população. “Investir agora é uma escolha inteligente. Prevenir é muito mais barato do que tratar, e ninguém deveria ter que escolher entre a saúde e prover para a família”, disse.

Covid
Os diretores da Opas lembraram que a campanha de vacinação contra a Covid-19 não é um esforço de imunização coletiva normal, e pediram que os governos apostem na informação transparente para conscientizar a população sobre a segurança da vacina e a importância de tomar a injeção.

“Estamos trabalhando com os ministérios da Saúde, e encorajando-os a falar com jornalistas e com associações de médicos e enfermeiros para veicular informações corretas. Não existe solução simples para um problema complexo, e a melhor maneira é convencer a população de forma transparente que a vacina pode salvar a vida, a família, e ajudar o país a retomar as atividades sociais e econômicas”, explicou Jarbas Barbosa, assistente da diretora.

A Opas também está trabalhando em uma plataforma para compartilhar a tecnologia de produção das vacinas de RNA na América Latina. A ideia é aproveitar a estrutura que a região já tem e a nova fórmula para adaptá-la a vírus que circulam nos países e garantir um maior acesso aos imunizantes. “É importante que possamos produzir imunizantes para esta e futuras pandemias”, apontou Jarbas Barbosa.

A diretora Carissa pediu, mais uma vez, que a população faça a sua parte para evitar a transmissão do vírus enquanto não há vacinas suficientes para imunizar os moradores da região. “Estamos nessa briga juntos, e sabemos o que fazer”, afirmou.

Saiba como as vacinas contra Covid-19 atuam:

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