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Saúde

Por que Israel, exemplo de vacinação, enfrenta nova onda de casos de Covid

País foi um dos primeiros a começar imunização, mas variante Delta, entre outros fatores, causou alta nos diagnósticos da doença

30/09/2021 05:00, atualizado 30/09/2021 06:08
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Por que Israel, exemplo de vacinação, enfrenta nova onda de casos de Covid

Nos primeiros meses de 2021, Israel tomou a dianteira mundial na vacinação contra a Covid-19. Com uma população de 9 milhões de habitantes e um contrato com a Pfizer, em fevereiro o país já tinha imunizado 50% da população com pelo menos uma dose.

No entanto, o ritmo não se manteve. Segundo o site Our World in Data, no momento, 63,96% dos israelenses já tomaram as duas doses da vacina e 69,36% já receberam pelo menos uma injeção.

O cenário israelense voltou a chamar a atenção no final de agosto, quando o país começou a viver uma nova onda de infecções, muito por conta da variante Delta, que chegou à nação em abril. Ainda não está claro se a nova cepa, que se tornou dominante lá, consegue driblar a imunidade adquirida após a vacina.

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Cientistas do mundo inteiro ainda estão tentando explicar a nova onda em Israel. Um dos problemas enfrentados pela nação é que a imunização está estagnada e há dificuldades para avançar. A população israelense é considerada jovem, e cerca de um terço dos moradores do país tem menos de 14 anos.

A vacina da Pfizer só foi aprovada para pessoas com menos de 12 anos, ou seja, grande parte dos moradores não pode ser imunizada. Entre os elegíveis a receber as doses, cerca de 1 milhão de pessoas – principalmente judeus ultraortodoxos – ainda não foi vacinada.

O que se sabe sobre a vacinação de adolescentes contra Covid-19

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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil
A autorização para o uso emergencial em adolescentes com 12 anos ou mais foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho deste ano
A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira
Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis
As principais agências regulatórias de medicamentos do mundo já aprovaram a imunização de adolescentes com 12 anos ou mais contra a Covid-19
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As principais agências regulatórias de medicamentos do mundo já aprovaram a imunização de adolescentes com 12 anos ou mais contra a Covid-19

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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil
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A vacina da Pfizer/BioNTech é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil

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A autorização para o uso emergencial em adolescentes com 12 anos ou mais foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho deste ano
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Igo Estrela/Metrópoles
A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira
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A Pfizer foi pioneira nos estudos clínicos com pessoas mais jovens e a primeira empresa a pedir a aprovação da agência brasileira

Igo Estrela/Metrópoles
Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis
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Além de proteger os jovens contra os efeitos da infecção, a vacinação contribui para reduzir a circulação viral, protegendo também adultos e idosos mais vulneráveis

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A miocardite (inflamação do coração) foi apontada por estudos como um dos efeitos colaterais após a vacinação com imunizantes de RNA, como Pfizer e Moderna. O evento é considerado muito raro
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A miocardite (inflamação do coração) foi apontada por estudos como um dos efeitos colaterais após a vacinação com imunizantes de RNA, como Pfizer e Moderna. O evento é considerado muito raro

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A miocardite é mais comum entre os jovens, observada com maior frequência entre os meninos após a segunda dose. Ela pode causar dor no peito e batimentos cardíacos acelerados, sintomas que desaparecem em poucos dias
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A miocardite é mais comum entre os jovens, observada com maior frequência entre os meninos após a segunda dose. Ela pode causar dor no peito e batimentos cardíacos acelerados, sintomas que desaparecem em poucos dias

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Cientistas alertam que o risco de desenvolver miocardite após a infecção pelo novo coronavírus é até seis vezes maior do que após a vacina e reforçam a necessidade da imunização
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Cientistas alertam que o risco de desenvolver miocardite após a infecção pelo novo coronavírus é até seis vezes maior do que após a vacina e reforçam a necessidade da imunização

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Reforço e booster

Para tentar diminuir o número de novos casos, o governo israelense decidiu aplicar mais uma dose na população elegível para o imunizante. Apesar de polêmica (e contra as orientações da Organização Mundial de Saúde), a estratégia parece estar funcionando: na última semana, os diagnósticos começaram a cair e os hospitais estão menos pressionados.

Outra teoria para a alta de casos é que Israel tenha reaberto a economia cedo demais — em março, o país foi o primeiro do mundo a remover as medidas de proteção contra a Covid-19. Foi adotado um passaporte de vacinação, e a obrigatoriedade do uso de máscaras caiu.

Em junho, o governo voltou atrás e passou a exigir que a população use máscaras em locais fechados e em aglomerações à céu aberto. Nachman Ash, coordenador da resposta à pandemia de Israel, estima que pelo menos 80% da população deverá estar completamente imunizada antes que as medidas sejam canceladas novamente.

Por ter sido um dos primeiros países a aplicar as vacinas e continuar sofrendo para lidar com o coronavírus, os olhos do mundo estão atentos ao que acontece em Israel. Se a terceira dose ajudar a controlar o crescimento de casos no país, certamente será uma solução a ser copiada.