Pneumo 20 já está disponível no SUS para crianças menores de 5 anos
O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, que podem causar doenças como pneumonia e meningite

Nesta terça-feira (23/6), o Ministério da Saúde divulgou a inclusão da vacina Pneumo 20 para crianças menores de cinco anos. O imunizante protege contra doenças como pneumonia, meningite e otite e já está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Pneumo 20 é indicada para crianças que ainda não completaram o esquema vacinal e substituirá de forma gradual os imunizantes atuais. Grupos específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações também poderão receber a vacina.
O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode causar doenças graves como pneumonia e meningite, e amplia a proteção de sorotipos associados à doença pneumocócica invasiva do país: 3, 6A e 19A.
Com a inclusão da Pneumo 20, o calendário vacinal funcionará da seguinte forma:
- 2 meses: uma dose da Pneumo 20
- 4 meses: uma dose da Pneumo 10
- 12 meses: reforço com Pneumo 20 (intervalo mínimo de 60 dias após a 2ª dose)
Segundo a nota oficial do Ministério, “com o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a ser feito exclusivamente com a Pneumo 20. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 permanecem em uso em estratégias específicas”, diz a nota.
A pasta informa também que as crianças que receberam as duas doses de reforço da Pneumo 10 não precisam ser vacinadas com o novo imunizante. Já as crianças que receberam a Pneumo 13 e a Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema vacinal com a Pneumo 20 no SUS, respeitando os intervalos do Calendário Nacional de Vacinação.
A vacinação pode ser feita direto nas UBS sem necessidade de pedido médico, com exceção de pessoas com condições clínicas especiais, atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).
Como qualquer outro imunizante, a vacina pode causar reações leves e temporárias, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre, sonolência, irritabilidade e cansaço. De acordo com o Ministério, reações graves são raras.
A pediatra e infectologista Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), diz que algumas vacinas podem provocar manifestações leves, semelhantes aos sintomas da doença contra a qual protegem. Mas essas reações são esperadas e menos graves do que a infecção natural.
“As vacinas foram desenvolvidas para salvar vidas e proteger contra doenças, não para causá-las”, diz.
De acordo com a infectologista Tânia Petraglia, do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), as reações mais comuns pós-vacina são: “Dor no local da aplicação, febre ou dor de cabeça, desaparecendo espontaneamente em poucos dias”

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